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O Renascimento Áspero do Underground: Negative Wolts Lança “Double Down”, Uma Viagem Pesada Entre o Grunge e o Nu Metal

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Com uma estética nostálgica dos anos 2000 em vídeo e um som que transborda raiva e melancolia, o trio paranaense prova por que vem arrastando multidões na cena independente. Entenda a sonoridade e o conceito por trás do novo single.

Se existe uma regra não escrita no rock and roll é a de que a verdadeira inovação frequentemente nasce do choque entre o clássico e a angústia moderna. Formada no ano de 2025, a banda paranaense Negative Wolts parece ter compreendido essa cartilha com maestria.

O trio — composto por Caio Perassoli (vocal e guitarra), Vitor Starion (baixo) e Alysson Fernandes (bateria) — acaba de lançar o aguardado single oficial acompanhado de videoclipe: “Double Down”. A faixa é uma descida densa aos porões das relações humanas e dos conflitos mentais, áreas onde o rock sempre encontrou sua voz mais honesta.

A Força do Underground Paranaense

Para o leitor leigo ou para quem está distante da cena de rua atual, é importante contextualizar o tamanho dos passos que a Negative Wolts vem dando. Embora o projeto seja recente, eles já construíram uma base sólida onde realmente importa: no palco.

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A banda tem uma sonoridade híbrida que bebe diretamente da fonte do Garage Rock, Stoner e do Punk, o que lhes conferiu uma energia ao vivo que não passa despercebida. Eles já conquistaram palcos imponentes para a cena independente, destacando-se no Dia Mundial do Rock em Araucária — onde tocaram para um público impressionante de mais de 800 pessoas —, além de passagens marcantes pelo Festival Gralhada (com cerca de 200 espectadores), Rock na Praça e Rock no Pinheiro.

Como se não bastasse a estrada, a banda também garantiu seu espaço nas mídias e competições regionais, com participações no programa Tenda e alcançando as finais do prestigiado Fest Banda. Todo esse “calo” de palco culminou na maturidade sonora que ouvimos hoje.

A Anatomia de “Double Down”: Raiva e Depressão em Acordes Pesados

Com exatos cinco minutos de duração, “Double Down” é uma montanha-russa emocional. A música narra uma ruptura, mas não do ponto de vista romantizado ou superado. Ela aborda o fim através das lentes da raiva, do luto e da depressão.

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Musicalmente, a faixa trafega com genialidade entre dois gigantes da música alternativa:

  • O Grunge: Trazendo a melancolia, os vocais rasgados e os compassos mais arrastados, lembrando a crueza da cena de Seattle dos anos 90.
  • O Nu Metal: Injetando afinações mais baixas, linhas de baixo proeminentes e uma agressividade rítmica que faz a música “pesar” nos fones de ouvido.

Esse contraste sonoro denso e carregado de riffs marcantes é o veículo perfeito para a mensagem lírica, evidenciada no lamento visceral do vocalista quando canta versos implorando “please don’t break me again” (“por favor, não me quebre novamente”) [00:44]. É um pedido de socorro envolto em muita distorção.

A Estética Visual: A Nostalgia das Câmeras Digitais (Y2K)

Uma música densa exige um contraponto visual inteligente, e a Negative Wolts acertou em cheio na produção do videoclipe de “Double Down”. Em vez de optar por superproduções genéricas em 4K, a banda mergulhou na estética dos vídeos caseiros do início dos anos 2000 (a famosa era Y2K).

O clipe simula as gravações amadoras feitas por câmeras digitais de bolso daquela época. Essa escolha cria um paradoxo fascinante para quem assiste: há uma imensa nostalgia, uma sensação de inocência e memórias caseiras de outrora, que entram em atrito direto com a sonoridade esmagadora e depressiva da canção. O passado e a dor batendo de frente na tela.

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🎧 ASSISTA E APOIE A CENA!

A sobrevivência do rock nacional depende de apoiarmos bandas que têm coragem de entregar um trabalho verdadeiro, criativo e bem executado.

Não deixe de conferir o videoclipe oficial de “Double Down”: 👉 Assistir no YouTube: Negative Wolts – Double Down (Official Video)

E se você gostou da pedrada, faça o som chegar mais longe acompanhando os canais oficiais do trio paranaense:

O RocKMetal continuará acompanhando de perto os passos da Negative Wolts. E você? O que achou dessa mistura de Grunge com Nu Metal? Deixe seu comentário nas nossas redes!

Redação: Diogo Neves, RockMetal desde 2007

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Música

Cantor australiano Andy Jans-Brown explora indie rock cinematográfico em “Growing Pains”

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O cantor e compositor australiano Andy Jans-Brown revela “Growing Pains”, o quinto single de seu próximo álbum, Airport Departure Lounge. Mesclando um lirismo reflexivo com o indie rock cinematográfico, a faixa medita sobre a incerteza, a mudança e os desafios emocionais de navegar em um mundo cada vez mais complexo.Utilizando a adolescência como metáfora, “Growing Pains” explora a ideia de que o crescimento raramente é confortável.

Situada no cenário de 1984, a canção conecta memórias da juventude com as ansiedades do presente, sugerindo que a incerteza não é um sinal de declínio, mas uma parte natural da transformação.Assim como o álbum do qual faz parte, Airport Departure Lounge, o single habita o espaço entre os fins e os novos começos. Inspirado no terminal de aeroporto moderno como metáfora para a transição, o álbum examina o que significa buscar conexão, esperança e humanidade enquanto se vive em um mundo que parece estar em movimento permanente.

Impulsionada pela bateria dinâmica de Grant Gerathy e elevada pelos arranjos de guitarra expansivos de Cameron Spike-Porter, “Growing Pains” equilibra a vulnerabilidade emocional com a energia vibrante do indie rock, oferecendo uma perspectiva silenciosamente otimista: talvez o desconforto que sentimos hoje seja a evidência de que ainda estamos crescendo.

Sobre Andy Jans-Brown

Andy Jans-Brown é um artista australiano que atua na música, no cinema, no teatro e nas artes visuais. Conhecido por suas composições emocionalmente honestas e narrativa poética, ele lançou quatro álbuns duplos aclamados — Letting Go! (2012), Sunshine Avenue (2014), Hell Is Light (2018) e Falling (2024) — e compartilhou palcos com artistas como Nick Cave & The Bad Seeds, Phil Jamieson, Portugal. The Man e The Preatures. Seu trabalho multidisciplinar continua a explorar a experiência humana com profundidade, compaixão e alcance cinematográfico.

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“Growing Pains”: https://open.spotify.com/intl-pt/album/4zTxp4SIycKJhxBqtqmIap

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Música

Banda sergipana Matilda apresenta um rock cru e direto em novo EP “Identidade”

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A banda sergipana Matilda apresenta Identidade, seu primeiro EP, um trabalho que marca o início de uma nova fase após anos de atuação nos palcos de Aracaju. Com quatro faixas autorais, o lançamento traduz em estúdio a intensidade que a banda desenvolveu ao vivo, unindo guitarras marcantes, baixo e bateria pulsantes e uma interpretação vocal que conduz as canções com personalidade.

Partindo do rock e dialogando com o hard rock americano e inglês, Identidade revela influências de nomes como Deep Purple e Mr. Big, sem perder a conexão com o rock brasileiro de artistas como Cássia Eller, Pitty e Rita Lee. O resultado é um som direto, cru e enérgico, construído a partir da força de uma formação enxuta, em que cada instrumento ocupa um papel essencial na criação da atmosfera das músicas.

Mais do que definir um estilo, Identidade apresenta um recorte dos temas que atravessam a banda neste momento. As quatro faixas — CaosColapso AtemporalEstou Aqui e Mundos a Mais — percorrem questões ligadas ao excesso, à memória, às escolhas, ao afeto e à reconstrução. Ao longo do EP, a ideia de identidade surge como um processo em constante transformação, moldado pelas experiências, pelos vínculos e pelas responsabilidades que acompanham a vida adulta.

A sequência das músicas acompanha uma trajetória emocional: começa em um cenário de sobrecarga e desorientação, passa pela tentativa de permanecer presente diante do caos e culmina na percepção de que a identidade também se constrói pelo cuidado, pela permanência e pelas escolhas repetidas no cotidiano. Sem recorrer a respostas definitivas, o EP propõe um olhar sobre as mudanças que atravessam quem busca reconhecer a si mesmo em meio às pressões do mundo contemporâneo.

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Identidade: https://onerpm.link/423128528291

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Música

MAD SNEAKS transforma a dor em libertação e dá voz a talentos alternativos no clipe de “Dirty Blood”

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A banda MAD SNEAKS acaba de lançar o videoclipe de “Dirty Blood”, novo trabalho audiovisual que reforça sua identidade dentro do rock alternativo e entrega uma narrativa intensa sobre exclusão, dor e libertação. Com forte influência do grunge e da estética alternativa dos anos 90, “Dirty Blood” nasce em um momento em que uma nova geração têm redescoberto a força desse movimento, buscando menos perfeição, menos filtros e mais verdade. A música fala sobre ser a “maçã podre do cesto”, e sobre aprender a conviver com isso sem culpa. Em vez de buscar aprovação, a canção aborda o processo de auto aceitação e a liberdade de assumir a própria identidade.

No videoclipe, essa proposta ganha forma por meio de imagens carregadas de simbolismo. Personagens mascarados, fogo, sombras e figuras enigmáticas representam conflitos internos, medos e diferentes fragmentos da personalidade de alguém que passou anos tentando corresponder às expectativas externas até finalmente encontrar força para aceitar quem realmente é.

Reforçando a mensagem de “Dirty Blood”, a MAD SNEAKS também decidiu abrir espaço para talentos alternativos reais participarem da produção. Os protagonistas do clipe, Marcelo Bboy e Veronika Prana, foram escolhidos pela própria banda com o objetivo de dar visibilidade a artistas e pessoas que frequentemente enfrentam exclusão por preconceitos, estereótipos ou simplesmente por serem diferentes.

Formada por Agno DissanAmaury Johns e Phill Andreas, a MAD SNEAKS vem se consolidando como um dos nomes brasileiros ligados ao atual ressurgimento da cultura grunge e do rock alternativo.

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Recentemente, a banda lançou o álbum “Incognito”, releitura em inglês de um trabalho produzido por Jack Endino, figura histórica da cena de Seattle. O disco segue uma proposta incomum para os dias atuais, estando disponível digitalmente apenas no Bandcamp, enquanto suas cópias físicas em CD circulam em tiragem limitada. Com “Dirty Blood”, a MAD SNEAKS entrega mais do que um videoclipe: apresenta um manifesto visual e sonoro para todos aqueles que já foram chamados de diferentes e decidiram transformar essa diferença em força.

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