Metalcore
LVCAS Lança Clipe Cinematográfico para “E Se?” e Prepara Estreia no Rock in Rio 2026
O youtuber Lucas Inutilismo consolida seu projeto musical autoral entregando o lado mais vulnerável e denso do rock contemporâneo. Com tecnologia de cinema e letras existenciais, o artista se firma como um dos grandes nomes da nova geração nacional.
Aqui é a redação do RocKMetal! Quando um fenômeno da internet decide cruzar a ponte para a música autoral, o público e a crítica costumam olhar com certa desconfiança. Mas LVCAS — o projeto de rock encabeçado pelo aclamado criador de conteúdo Lucas Inutilismo — não apenas cruzou essa ponte, como a incendiou.
Comprovando que o seu som está muito além de um mero “projeto de youtuber”, o músico acaba de lançar o videoclipe de “E Se?”, o quarto single extraído do seu denso EP Abatido Mas Não Derrotado (lançado em 2025). Mais do que um simples lançamento, a faixa funciona como uma virada de chave emocional na carreira do artista, que agora se prepara para um dos maiores marcos de sua vida: a estreia oficial no palco do Rock in Rio 2026.
Preparamos uma análise completa para você entender a genialidade visual da nova música, a sonoridade moderna do projeto e o caminho percorrido por LVCAS até o maior festival do país.
A Dor Universal: O Conceito de “E Se?”
No universo do rock e do heavy metal, estamos acostumados a ouvir sobre rebeldia, raiva e fúria. Contudo, em “E Se?”, LVCAS decidiu explorar um tema muito mais árido e paralisante: o arrependimento existencial.
A faixa aborda aquela dolorosa pergunta que assombra a todos nós durante madrugadas insones: e se eu tivesse feito escolhas diferentes? Para traduzir essa dor em linguagem acessível, o artista criou a composição mais melódica e introspectiva de todo o EP.
Sonoramente, a música é um prato cheio. Ela transita habilmente pelos subgêneros do rock pesado contemporâneo — unindo a modernidade do trap metal (que mistura batidas eletrônicas graves com guitarras distorcidas) e a intensidade do metalcore melódico, mas sem esquecer as influências clássicas do hard rock e do heavy metal das décadas de 70 e 80. O grande mérito de “E Se?” é usar a guitarra e a bateria não como instrumentos de puro exibicionismo técnico ou virtuosismo exagerado, mas como uma verdadeira ferramenta de catarse emocional.
“Essa música fala de uma dor universal que todo mundo conhece, mas ninguém sabe nomear direito, e o peso das escolhas que não foram tomadas”, contextualiza o artista.
Clonagem e Tecnologia de Hollywood no Videoclipe
Para ilustrar o peso de vidas paralelas que nunca existiram, a produção audiovisual do clipe não poupou esforços. O vídeo traz uma estética onírica (de sonho), com imagens caóticas e aéreas de alguém preso na névoa noturna de seus próprios pensamentos.
O grande destaque visual, no entanto, é a “triplicação” do cantor. Em diversas cenas, vemos três versões de LVCAS cantando simultaneamente na tela. Para que esse efeito ficasse perfeito, a direção utilizou um cinebot — um modelo de câmera robótica com controle de movimentos milimetricamente automatizado, tecnologia caríssima e amplamente utilizada em grandes produções do cinema de Hollywood. A direção do clipe escolheu não oferecer uma redenção fácil ao espectador: o vídeo termina imerso na mesma escuridão existencial em que começou.
Do YouTube para a Cidade do Rock
O momento atual de LVCAS em 2026 é o ápice de uma carreira construída tijolo por tijolo, totalmente fora dos canais tradicionais da indústria fonográfica.
A jornada musical começou a ganhar tração para o grande público através do YouTube, com a famosa série “ANO em uma Música” (2019–2023) — medleys brilhantes que acumulavam dezenas de milhões de visualizações. A transição para o palco se consolidou com a turnê de covers “Minha Playlist de Funk” (2023–2024), que rodou o Brasil em 65 apresentações e reuniu cerca de 8 mil pessoas no Espaço Unimed, em São Paulo.
Agora, focado integralmente em seu trabalho autoral (cantado 100% em português), que inclui o álbum Humanamente (2024) e o EP AMND (2025), LVCAS realiza sua terceira grande turnê nacional, lotando casas de shows com apresentações intensas de duas horas de duração, banda completa e repertório pesado.
A cereja do bolo dessa ascensão será no dia 5 de setembro de 2026, quando LVCAS subirá ao Palco Supernova do Rock in Rio. O espaço é conhecido por ser o termômetro da nova geração da música brasileira, abrigando artistas que já deixaram de ser promessas para se tornarem realidades.
Chegando ao festival com uma base sólida de mais de 12 milhões de seguidores e impressionantes 560 milhões de streamings acumulados, ele resume a sensação:
“Levar isso pro palco de um festival como o Rock in Rio é quase fechar um ciclo e abrir outro ao mesmo tempo. […] O importante é a música funcionar no fone e no palco.”
🎸 SERVIÇO: ASSISTA AO CLIPE E ACOMPANHE LVCAS
Não deixe de conferir como o rock nacional está se reinventando e abraçando novas estéticas sem perder o peso e a distorção.
- 🎥 Assista ao videoclipe de “E Se?”: 👉 Clique aqui para conferir no YouTube
- 📱 Repercussão e Bastidores do Rock in Rio: 👉 Acompanhe no Instagram Oficial
(Informações via Assessoria de Imprensa – Rodrigo Cabral | Crédito de Fotos: LVCAS/Divulgação).
Redação: Diogo Neves , RocKMetal — Desde 2007, A Voz do Rock e Metal
Lançamento
Da “Capital dos Tubarões”, Seventy Times Seven Retorna Após Uma Década com Alerta Sobre Saúde Mental
Exatamente neste Dia Mundial do Rock, a banda pernambucana de metalcore quebra um hiato de dez anos com o doloroso e necessário single “17º Andar”, construído a partir de relatos reais de fãs sobre superação e ideação suicida.
Aqui é a redação do RocKMetal! Hoje, 13 de julho, celebramos o Dia Mundial do Rock. Mas as guitarras distorcidas e os vocais rasgados que amamos não servem apenas para a catarse da diversão; eles também são veículos poderosos para tratar as dores mais profundas da nossa sociedade. E é com essa urgência e empatia que a banda pernambucana Seventy Times Seven marca o seu aguardado retorno à cena após quase dez anos de hiato.
Autointitulados como uma banda de metalcore da “capital dos tubarões” (Recife), o grupo acaba de lançar o single “17º Andar” (via selo Se Vira Music). Mais do que uma nova música de trabalho, a faixa funciona como um manifesto brutal e acolhedor sobre enfrentamento da depressão, prevenção ao suicídio e, acima de tudo, sobrevivência.
A Gênese da Música: Entre a Tragédia e a Superação
O peso de “17º Andar” não está apenas na afinação das guitarras, mas em sua origem tristemente real. A canção nasceu a partir de uma experiência traumática vivida pela esposa do vocalista Felipe Luiz, que presenciou o exato momento em que uma jovem tirou a própria vida ao se atirar do 17º andar de um prédio.
A partir desse episódio devastador, Felipe escreveu a faixa e a banda decidiu ir além, abrindo uma convocação nas redes sociais para que os fãs enviassem relatos anônimos ou autorizados sobre sofrimento psicológico e ideações suicidas. A regra de ouro era clara: não compartilhar métodos de autolesão, mas sim experiências de enfrentamento e os caminhos encontrados para seguir em frente.
Foram recebidos mais de 20 depoimentos dolorosos e inspiradores. A gravação final de “17º Andar” incorporou um trecho em áudio de Samuel, de 26 anos, que descreveu o sentimento de ser “puxado para a escuridão”. Outros relatos, transformados em poesia, farão parte da campanha visual de divulgação da música.
Estatísticas que Exigem Atenção
A temática abordada pela banda dialoga com uma realidade alarmante no Brasil. Em um levantamento publicado pelo portal G1 em setembro de 2025, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base em dados oficiais do Ministério da Saúde, apontou um crescimento preocupante nos casos de autolesão e tentativas de suicídio entre adolescentes no país.
Como bem destaca a classe médica e científica, o suicídio está intrinsecamente ligado a um processo silencioso de sofrimento psíquico, exigindo que a sociedade (e a arte) perca o medo de debater o assunto e passe a observar mudanças de comportamento e estender a mão.
O Fim do Hiato: A Cena Dividida e o Recomeço
Formada em 2009, a Seventy Times Seven interrompeu suas atividades por volta de 2016. Segundo o vocalista, o hiato foi uma soma de transições da vida pessoal (faculdade, casamento) com o desgaste avassalador causado pela polarização política da época.
Esse ambiente de extrema divisão e intolerância invadiu a cena de metal e hardcore de Pernambuco, com casas de show filtrando contratações com base em posicionamentos e afastando bandas e públicos.
O retorno do grupo quase uma década depois dialoga poeticamente com a própria mensagem do novo single: é sobre atravessar a tempestade, superar as fraturas e escolher a continuidade. O recomeço da Seventy Times Seven é, em si, um ato de resistência.
🎗️ A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR (CVV)
Antes de dar o play, a equipe RocKMetal reforça a mensagem da banda: se você ou alguém próximo estiver enfrentando sofrimento emocional, depressão ou pensamentos suicidas, lembre-se de que você não está sozinho.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento humano, gratuito e sob total sigilo, 24 horas por dia.
- 📞 Ligue: 188 (Ligação gratuita para todo o Brasil)
- 💻 Acesse: cvv.org.br (Atendimento via chat e e-mail)
🎸 SERVIÇO: OUÇA O SINGLE E CONHEÇA A FICHA TÉCNICA
Aumente o volume e prestigie a volta de um dos grandes nomes da cena nordestina.

- Single: 17º Andar
- Selo: Se Vira Music
- 🎵 Ouça o Single no Spotify: 👉 Acessar a faixa na plataforma
- 📱 Acompanhe a banda no Instagram: 👉 @sts.metalcore
Ficha Técnica – “17º Andar”:
- Vocal: Felipe Luiz
- Guitarras: Leandro Mateus e Augusto Monteiro
- Baixo: Rodolpho Malafaia
- Bateria: Thiago Soares
- Letra e Música: Felipe Luiz
- Arranjos: Leandro Mateus, Thiago Soares, Rodolpho Malafaia, Felipe Luiz e Augusto Monteiro
- Captação, Mixagem e Masterização: Hammer Studio
- Produção: Leandro Mateus, Thiago Soares, Rodolpho Malafaia, Felipe Luiz, Augusto Monteiro, Lucas Neri e Hammer Studio
- Capa e Design Gráfico: Leandro Mateus e Lucas Neri
- Fotografia: Lucas Neri
Redação: Diogo Neves , RocKMetal — Desde 2007, A Voz do Rock e Metal
Geek Rock
Geek Rock Band Une Cultura Anime e Metalcore no Pesado Single “Envenenado”
Inspirada na trágica e complexa história do vilão Akaza (do anime Demon Slayer), a banda brasileira funde o peso do Nu-Metal com as melodias dramáticas do J-Rock para narrar os dramas e as batalhas da nossa vida real. Entenda a sonoridade e a proposta desse universo.
A cultura pop oriental, especialmente o universo dos animes, sempre caminhou de mãos dadas com a música pesada. Quem acompanha a cena sabe o impacto que trilhas sonoras viscerais causam nas animações japonesas. Contudo, traduzir essa estética para o português e aplicar esses conceitos à realidade brasileira exige muita identidade e técnica. E é exatamente esse o grande trunfo do mais recente lançamento da Geek Rock Band.
Apostando alto na criatividade, o grupo acaba de disponibilizar nas plataformas digitais o seu novíssimo single, intitulado “Envenenado” (lançado oficialmente no dia 02 de maio). A faixa é uma verdadeira montanha-russa emocional que utiliza a figura de um dos vilões mais icônicos dos animes atuais para espelhar as lutas diárias da mente humana.
Preparamos um dossiê completo para você entender a proposta única do grupo e as influências que moldam essa pedrada sonora.
A Metáfora do Vilão: Akaza e a Vida Real
Para o leitor que não está imerso no universo otaku (fãs de cultura pop japonesa), “Envenenado” tem uma inspiração muito clara: Akaza, um dos antagonistas centrais do fenômeno global Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba).
Diferente de vilões genéricos, Akaza possui uma das histórias de origem mais trágicas e dolorosas da obra. Antes de se tornar um demônio obcecado por força e poder, ele foi um humano que perdeu tudo o que amava em um mundo brutal e injusto. Esse “veneno” do ódio, da perda e da busca incessante por controle corrompeu a sua humanidade.
A genialidade da Geek Rock Band está exatamente em não fazer uma música infantil ou meramente descritiva sobre o desenho. A banda usa os arcos desses personagens como metáforas para falar das situações que as pessoas reais vivem no dia a dia. “Envenenado” trata de relações tóxicas, luto, raiva e como a dor pode corromper a nossa essência se não soubermos lidar com ela. É um espelho pop para os nossos dramas mais profundos.
A Anatomia Sonora: Nu-Metal Encontra o J-Rock
A temática profunda exigia uma sonoridade à altura, e a banda não economizou no peso. A Geek Rock Band forjou uma identidade única na cena nacional ao misturar, com letras em português, três forças imensas do rock moderno:
- Nu-Metal: Responsável por trazer aqueles riffs de guitarra mais “groovados” (com muito balanço) e afinações baixas que fazem a cabeça bater quase que involuntariamente.
- Metalcore: O gênero traz a agressividade visceral, os vocais berrados e, claro, os breakdowns explosivos (aqueles momentos em que a música fica mais lenta, rítmica e absurdamente pesada, ideal para as famosas rodinhas punks nos shows).
- J-Rock (Rock Japonês): A cereja do bolo. É daqui que a banda extrai as melodias dramáticas, os arranjos teatrais e os refrões melódicos épicos e marcantes que grudam na cabeça, criando a atmosfera cinematográfica perfeita das trilhas de anime (Anime Songs).
Uma Nova Fronteira para o Rock Nacional
O resultado dessa alquimia é uma experiência imersiva que alterna agressividade extrema, emoção à flor da pele e uma narrativa riquíssima.
O lançamento de “Envenenado” consolida o universo autoral da Geek Rock Band, provando que é totalmente possível transformar narrativas da cultura pop nerd em músicas maduras, cheias de identidade, peso absurdo e sentimento real. É um respiro criativo no cenário do rock nacional, atraindo tanto os metaleiros tradicionais sedentos por riffs pesados quanto a gigantesca comunidade geek do país.

🎧 SERVIÇO: OUÇA “ENVENENADO” AGORA
Coloque os fones de ouvido, aumente o volume e deixe a agressividade e a melodia da Geek Rock Band invadirem a sua playlist.
- Artista: Geek Rock Band
- Música: Envenenado
- Data de Lançamento: 02 de maio de 2026
- Gênero: Geek Rock / Metalcore / Nu-Metal
- Ouça no Spotify: 👉 Acessar a Música Oficial
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Conecte-se com a Geek Rock Band: Não perca nenhum lançamento e acompanhe os bastidores desse projeto inovador através dos canais oficiais:
- Instagram: 👉 @geek_rockband
- YouTube: 👉 GEEK ROCK BAND
Redação: Diogo Neves , RocKMetal — Desde 2007, A Voz do Rock e Metal
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