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Sepultura Lança Hoje o EP “The Cloud of Unknowing”, O Adeus Definitivo Aos Estúdios

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Após 40 anos de estrada, 14 discos de ouro e shows em mais de 80 países, o maior expoente do metal brasileiro entrega um trabalho orgânico, profundo e surpreendente. Gravado em Miami, o EP conta com flertes com o jazz e uma balada inédita em parceria com membros dos Titãs.

Hoje, sexta-feira, 24 de abril de 2026, a cortina começa a se fechar para uma das trajetórias mais irretocáveis da música brasileira. Enquanto o Sepultura arrasta multidões pelo mundo com a sua colossal turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, a banda entrega aos fãs o seu derradeiro registro de estúdio: o EP “The Cloud of Unknowing”, lançado globalmente via ONErpm.

Mas como uma banda que inventou subgêneros e influenciou do Nu Metal ao Groove Metal encerra uma jornada tão monumental? A resposta veio da forma mais purista possível: entrando em um estúdio, sem pressão, e deixando a música fluir.

A Mágica do Criteria Studios: Sem Regras, Sem Prazos

Para este capítulo final, a banda escolheu o lendário Criteria Studios, em Miami — um verdadeiro templo histórico que já abrigou gravações icônicas de dezenas de gêneros musicais. Com a produção assinada pelo velho amigo e colaborador Stanley Soares, o disco foi forjado de maneira 100% orgânica durante dez dias de imersão.

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O guitarrista Andreas Kisser revelou os bastidores dessa sessão, descrevendo um ambiente de liberdade criativa absoluta:

“Nós arranjamos tudo diretamente no estúdio. Não havia pressão! Nenhuma data de lançamento, nenhum título de álbum, nenhum nome de música. Nós simplesmente compusemos e tocamos. Em uma faixa, nos inspiramos nas influências jazzísticas de Greyson [Nekrutman, o novo baterista], o que trouxe uma nova dimensão ao nosso som. Foi uma experiência incrível.”

O Significado Oculto: O Que é “The Cloud of Unknowing”?

Para os leitores que gostam de dissecar os conceitos por trás das obras, o título do EP é uma verdadeira aula de filosofia.

“The Cloud of Unknowing” (A Nuvem do Não-Saber) é uma referência a um texto místico do cristianismo originado pouco depois de 1390. A obra questiona a necessidade de rituais, livros, imagens e locais sagrados para se obter uma conexão espiritual. Andreas Kisser traduz a metáfora para os dias de hoje de forma brilhante:

“É como dizer que tudo isso é completamente desnecessário para ter uma conexão direta com a natureza ou com as sensações que criamos e desenvolvemos dentro de nós. É como se a gente estivesse lendo o menu para matar a fome.”

A Dissecação do EP: Da Fúria do Haiti à Balada Inesperada

Em suas quatro faixas, o EP encapsula tudo o que fez do Sepultura um gigante mundial: a brutalidade, a crítica social contundente e a coragem de arriscar.

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1. “All Souls Rising”: A Rebelião e a Unidade A faixa de abertura é uma pedrada impulsionadora que surpreende ao explodir em momentos de grandiosidade orquestral. O vocalista Derrick Green buscou inspiração na literatura para compor a letra, baseando-se no livro de Madison Smartt Bell sobre a rebelião de escravizados no Haiti na década de 1780. “Em um nível mais amplo, a música aborda o que está acontecendo na sociedade hoje — o quanto pode ser mudado quando nos unimos além de raça, religião e política. Trata-se também das mudanças que podemos fazer dentro de nós mesmos”, reflete Derrick.

2. “Beyond the Dream”: O Teste da Balada e a União com os Titãs Talvez a grande surpresa para os fãs mais conservadores seja a segunda faixa. Trata-se de uma balada com vocais limpos, algo que a banda queria explorar desde a entrada de Derrick Green nos anos 90, mas que sempre acabava “indo para um lado mais pesado” durante os arranjos.

Para que a balada ganhasse vida no formato perfeito, o Sepultura convocou dois mestres do rock nacional: Tony Bellotto e Sérgio Britto, dos Titãs (autores de clássicos como “Polícia”, que o próprio Sepultura já eternizou em cover). “Eles são da família, escreveram baladas lindas na história dos Titãs. A gente se juntou e o processo foi maravilhoso”, conta Andreas.

Mas por que um EP para abrigar uma balada? Kisser explica aos leigos que isso é uma tradição histórica no Thrash Metal. O formato EP sempre foi um laboratório de experimentação. Ele cita exemplos clássicos do gênero, como o EP “Creeping Death” do Metallica (onde gravaram a inusitada “Am I Evil?”), o EP “Armed and Dangerous” do Anthrax, e o “Haunting the Chapel” do Slayer.

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3. “Sacred Books” e 4. “The Place”: A Anatomia do Ódio Enquanto “Sacred Books” mantém a ferocidade clássica do quarteto, a faixa de encerramento, “The Place”, entrega uma construção rítmica que se desenvolve lentamente e carrega uma das letras mais profundas de Derrick Green. A música é um retrato duro sobre a imigração e a manipulação social. “Essa música trata de imigrantes que chegaram a um lugar em busca de refúgio. Uma vez assimilados por uma falsa sensação de segurança e por uma propaganda implacável, eles começaram a agir contra o que odeiam em si mesmos. A transição da música acompanha isso, começando com decepção e chegando à raiva” explica o vocalista.


Um Legado Imortal

“The Cloud of Unknowing” não é um disco feito para cumprir contrato. É uma declaração final destemida, sem filtros e profundamente humana. É o som de quatro músicos lendários despidos da pressão da indústria, fazendo arte puramente pela arte antes que a luzes se apaguem de vez.

Odeie ou ame as fases da banda, o fato é incontestável: o Brasil e o mundo perdem hoje a força ativa do estúdio de sua maior entidade do metal. Mas a obra fica para a eternidade.


🎧 SERVIÇO E FAIXAS

O EP já está disponível nas principais plataformas de streaming do mundo através da ONErpm e também conta com versões físicas para os colecionadores de plantão.

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👉 [OUÇA “THE CLOUD OF UNKNOWING” AGORA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS]

A Formação Final do Sepultura:

  • Derrick Green – Vocais
  • Andreas Kisser – Guitarras
  • Paulo Jr. – Baixo
  • Greyson Nekrutman – Bateria

Tracklist Oficial do EP:

  1. All Souls Rising
  2. Beyond the Dream
  3. Sacred Books
  4. The Place

Redação: Diogo Neves, RockMetal desde 2007

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Crossover

O Grito das Arquibancadas e das Ruas: Conexão Capivara e Black Dihh Fundem Rock e Rap no Hino “O hexa chegou!!!”

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Em clima de Copa do Mundo, a banda curitibana une guitarras distorcidas ao flow do hip-hop para celebrar a paixão nacional pelo futebol, a malandragem da várzea e a esperança de todo um país.

Aqui é a redação do RocKMetal! Quando o rock and roll cruza o seu caminho com a cultura das ruas e a paixão nacional pelo futebol, o resultado costuma ser explosivo. O esporte que paralisa o Brasil encontrou uma nova e pesada trilha sonora diretamente da capital paranaense.

Lançado oficialmente no dia 22 de junho, o single “O hexa chegou!!!” marca uma colaboração inédita e incendiária entre a banda curitibana Conexão Capivara e o rapper Black Dihh. A faixa desponta como um verdadeiro hino contemporâneo à cultura urbana e aos apaixonados pelo esporte, unindo o grito engasgado das arquibancadas com a energia inesgotável das periferias.

Preparamos uma análise completa sobre esse lançamento que promete embalar o sonho de milhões de brasileiros através da fusão perfeita entre o peso das guitarras e a poesia afiada do rap.

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Crossover Perfeito: O Encontro do Rock com o Flow

Para os amantes da música pesada que não dispensam um bom groove, a faixa brilha justamente pela sua fusão ousada de gêneros. De um lado, temos a atitude contestadora e visceral do rock clássico, impulsionada por guitarras carregadas de distorção e uma cozinha rítmica (baixo e bateria) absolutamente avassaladora. Do outro, a poesia afiada e o flow rítmico característico do hip-hop trazido por Black Dihh.

A costura dessa sonoridade híbrida não soa forçada; ela acontece de forma orgânica através do suingue e do gingado que são essencialmente brasileiros. A união de estilos lembra grandes encontros históricos da música, onde as barreiras entre o rock e o rap caem por terra para dar lugar a uma mensagem direta e cheia de atitude.

A Pátria de Chuteiras e a Resiliência Brasileira

Mais do que uma simples composição temática sobre o esporte, “O hexa chegou!!!” funciona como uma ode à resiliência, à criatividade e à luta diária do povo brasileiro. A letra evoca o saudosismo e a pureza do “sonho de menino” nutrido nos campos de terra batida da várzea, resgatando a clássica mística da “pátria de chuteiras” e a fé inabalável que move os torcedores.

Com rimas inteligentes e contemporâneas, a faixa homenageia a habilidade de craques da nossa seleção, como Neymar e Vini Jr., captando o sentimento de união e a verdadeira catarse coletiva que apenas o futebol é capaz de proporcionar em um país continental como o Brasil.

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O refrão, feito sob medida para ser cantado a plenos pulmões, dita o ritmo: “Bate o pé, sobe a voz, que hoje é dele, que hoje é nós”. Os integrantes da Conexão Capivara explicaram o conceito visceral por trás do projeto:

“Queríamos criar algo que mostrasse a força do rock e da nossa cultura urbana juntamente do esporte que nos define. A participação do Black Dihh trouxe a urgência e a verdade das ruas que a música precisava. É rock, é hip-hop, é o Brasil em sua forma mais pura e potente.”

Quem Faz o Barulho: Conheça os Artistas

A Conexão Capivara já é um nome quente na cena curitibana. O grupo transita com muita naturalidade entre o blues, o punk e o hard rock, trazendo fortes influências das décadas de 1970 e 1980. Consolidada após apresentações arrebatadoras para grandes públicos — incluindo uma passagem marcante na edição da Zombie Walk 2026 — e embalada pelo sucesso do EP “Tentaram Nos Derrubar”, a banda agora prepara mini turnês para expandir suas fronteiras e divulgar o novo trabalho.

Do outro lado do microfone, Black Dihh é um nome em plena ascensão no cenário do rap sulista. O artista traz em sua bagagem toda a vivência e a realidade da periferia de Curitiba. Suas produções são conhecidas por apostar em linhas contundentes, rimas de forte impacto social e beats muito bem desenhados, unindo a crueza das ruas com a sofisticação moderna da nova escola do hip-hop.

⚽ SERVIÇO: OUÇA O HINO DO HEXA

O single “O hexa chegou!!!” já está em rotação máxima e disponível em todas as plataformas de áudio, chegando também acompanhado de um videoclipe que transborda a vibração verde e amarela. Prepare a camisa da seleção, aumente o volume e confira:

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  • Artistas: Conexão Capivara (Feat. Black Dihh)
  • Single: O hexa chegou!!!
  • Data de Lançamento: 22 de Junho de 2026
  • 🎵 Ouça o Single Oficial no Spotify: 👉 Acessar a faixa na plataforma

Conecte-se com a Banda: Siga a Conexão Capivara nas redes sociais para ficar por dentro da agenda de mini turnês e lançamentos do videoclipe.

(Informações via Assessoria de Imprensa – Walter Feldthaus).

Redação: Diogo Neves , RocKMetal — Desde 2007, A Voz do Rock e Metal

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Unholy Harakiri, um dos nomes mais promissores do deathcore nacional, lança o álbum conceitual “Higeki 悲劇”

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A Unholy Harakiri, um dos nomes mais promissores do metal extremo nacional, acaba de disponibilizar em todas as plataformas de streaming o seu mais novo trabalho: “Higeki 悲劇” (Tragédia, em japonês). O álbum conceitual marca um amadurecimento profundo da banda, unindo a brutalidade técnica do Deathcore à sofisticação narrativa das artes tradicionais asiáticas.


Dividido em quatro atos, “Higeki 悲劇” é inspirado na estrutura dramática das peças clássicas japonesas, como o teatro Noh e Kabuki. A obra conduz o ouvinte por uma jornada visceral de trauma, sofrimento, devastação e morte. Sonoramente, o álbum é uma fusão poderosa de Deathcore, Metalcore, Downtempo e Nu Metal, tudo envolto em uma atmosfera cinematográfica que amplifica a carga emocional de cada composição.


A escolha do título e da estrutura não é meramente estética. No teatro japonês, o conceito de Jo-ha-kyū (introdução, ruptura e clímax) dita o ritmo das apresentações, uma dinâmica que a Unholy Harakiri transpôs para o metal extremo com maestria . O álbum reflete a “imaginação da catástrofe” recorrente na cultura japonesa, tratando temas densos com a agressividade necessária ao gênero.


Sobre a Unholy Harakiri: Formada em 2020 por Yukio Hara, Rafael Danti e Maikon Campioni, a Unholy Harakiri rapidamente se destacou pela identidade visual marcante e performances energéticas. Após o sucesso do álbum de estreia Ketsuro (2022), a banda consolidou sua presença no underground paulista, apresentando-se em palcos renomados como o La Iglesia. Com o lançamento de “Higeki 悲劇”, o trio reafirma sua posição como uma força inovadora no deathcore moderno, preparando agora a expansão de sua agenda de shows para outros estados brasileiros, levando sua experiência imersiva e carregada de mosh pits a novos públicos.

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Higeki 悲劇: https://found.ee/unholyharakiri_higeki

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Novo EP da Pedro Faissal & o Meiofree aposta em rock psicodélico e narrativa de cura

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A banda paraibana Pedro Faissal & o Meiofree está de volta com seu mais novo EP “INTERMARES”. Mesclando o rock com tons quase psicodélicos, o grupo – fundado em 2007 – adentra um novo momento neste projeto, seu primeiro em cinco anos, e se apresenta para os ouvintes, tanto velhos quanto novos, como uma banda solidificada com muito legado. Com cinco músicas, sendo quatro delas inéditas e o single “Não Binário”, lançado na semana passada, o novo EP da Pedro Faissal & o Meiofree recebe o nome do bairro que conecta as cidades de João Pessoa e Cabedelo. Carregando esse significado do estar “entre” duas coisas, “INTERMARES” contém a mensagem central de liberdade que a banda traz desde sua formação.

“INTERMARES”, homenageando seu nome, também traz em si essa identidade paraibana, da qual a Meiofree se orgulha tanto. Com destaque para o surf, marca registrada de Intermares, o bairro é uma das paixões de Faissal, a banda criou um projeto que representa tudo que os integrantes carregam dentro de si, passando isso agora para os ouvintes. Confira a entrevista abaixo:

1. Como o conceito de estar “entre” (Intermares) influenciou a mensagem de liberdade deste EP?

Intermares é um bairro que liga a capital João Pessoa a Cabedelo. Uma conurbação que conecta duas cidades. Bairro onde foi composto e desenvolvido o disco pelo líder do grupo Pedro Faissal, que atravessava uma separação e compôs boa parte do disco depois da experiência de internação na UTI por um quadro severo de exaustão, agravadas pelas inúmeras horas de consultório no período pandêmico, segunda atividade do também psicólogo Pedro Faissal. Intermares de entre mares, das águas que precisamos navegar para chegar na próxima praia. Mares revoltos que levam a águas calmas. O disco sugere uma cura, que passa pelo entendimento de que diminuir o ritmo fará mais sentido, pois vamos remar regulados pelo que realmente importa. 

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2. O que mudou na sonoridade da banda nestes cinco anos para chegar aos tons psicodélicos de “Intermares”?

Gravamos nosso primeiro disco, há quase 20 anos atrás. Como tínhamos pouca grana, fizemos ao vivo numa tirada só. Depois conseguimos um desconto com o dono do estúdio para fazermos os ajustes em overdub no estúdio. Nossos 3 discos seguintes, pareciam ter uma urgência ansiosa em lançar, e assim, perdemos de trabalhar melhor os arranjos. Sempre que olhamos para trás pensamos nisso quando do lançamento de algo. Mas a verdade é que, exceto o segundo disco, que trabalhamos bem mas ainda com uma sonoridade rocker de, a época um power trio, o disco atual, foi artesanalmente construído e retocado pelo diretor musical e integrante do grupo André dos Santos. Passamos cinco anos desenvolvendo os arranjos e como André toca, piano, escaleta, synths e violão na banda, não economizou repertório para enriquecer as canções. O resultado foi essa massa sonora original, construída a dez mãos!

3. Como vocês equilibram temas do cotidiano com questões políticas e profundas nas novas composições?

Sempre que as letras são concebidas, tem um conflito humano como pano de fundo. Como não somos indivíduos isolados de um todo, flertar com a política justifica o sofrimento por assim dizer, vem de cima pra baixo. Os temas do cotidiano, que costuram tudo, vão tecendo o enredo pra esconder o indivíduo e fazer o ouvinte o procurar por trás do conflito. A profundidade precisa de espaço para acontecer, as letras são enredadas nessa trama. Por isso pedimos aos fãs que escutem várias vezes a faixa e gostamos, sempre de ouvir suas impressões. Sempre revelam um pouco de quem as interpreta. A gente tenta falar de coisa densa, pretendendo ser leve, irreverente e até sarcástico. É tudo sobre dar um drible no destino como dizemos.

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4. De que forma a identidade paraibana e o dilema “meio livre, meio refém” definem a essência deste trabalho?

A Paraíba, que produziu artistas como Jaguaribe Carne, Totonho, Catia de França, caminha, ao nosso ver, numa espécie de vanguarda. Como o Brasil em geral não esteve olhando pra nós em primeira busca, temos o privilégio de fazer olhando pra dentro. Pro interior das veias do Estado. Que atravessa as mesmas dificuldades enfrentadas por toda a nossa região Nordeste, e faz da resistência, poesia. De tão cru podemos soar viscerais enquanto paraibanos. E essa é a poesia do Meiofree, um sujeito preso a modelos que o reprime e ao mesmo tempo livre, pois, na resistência, arte é alento. Vale sempre botar pra fora. Acho que os paraibanos criam pra se curar. 

“INTERMARES” já está disponível em todas as plataformas digitais: https://onerpm.link/188017557527

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