Música
INFAMOUS STIFFS mostra em novo EP “The Ornery Six” por que o punk nunca deve ser polido
Os punk rockers do sul da Califórnia INFAMOUS STIFFS lançaram seu EP The Ornery Six pelo selo Golden Robot Records. The Ornery Six é um EP de seis faixas que ataca duro e rápido, com cerca de 15 minutos de duração — pura adrenalina punk destilada em um formato compacto e sem firulas.
O nome “ornery” não é apenas um trocadilho inteligente; ele reflete a energia desafiadora, agressiva e rebelde do EP. Não é punk polido para tocar no rádio — este é punk rock cru, de classe trabalhadora, do sul da Califórnia, com raízes na cultura do skate, na sujeira de garagem e na ferocidade da Costa Leste. INFAMOUS STIFFS não está tentando reinventar o punk — está reafirmando-o. Este EP é um lembrete de como o punk soa quando não se preocupa em ser “cool” ou comercial. Apenas seis golpes sujos, barulhentos e sem filtro no estômago Nesta nova entrevista, conversamos com a banda sobre suas inspirações musicais, a cena punk e muito mais.
Vamos começar pelo título — por que “The Ornery Six”? Qual é a história por trás do nome?
Tínhamos seis músicas e já estávamos cansados das palavras “Angry” ou “Aggressive”. Então, nosso jogo com essas palavras foi voltar no tempo e ir no estilo à moda antiga.
Qual faixa de The Ornery Six vocês acham que melhor captura o som do INFAMOUS STIFFS, e por quê?
É difícil responder, mas vamos tentar. No Static representa melhor o nosso som neste lançamento: direta, rápida e objetiva. Mas também, com este EP, nos aventuramos mais, fazendo estruturas de músicas que não tínhamos feito no primeiro lançamento. Veja a faixa Lonesoul.
Como vocês descreveriam o som deste disco em comparação com o trabalho anterior?
Neste lançamento, mergulhamos mais fundo. Temos dois novos integrantes e isso tornou o processo de composição divertido e empolgante. Este EP tem um pouco mais de força, e as faixas fluem de maneira mais suave.
Vocês disseram que isso não é punk “polido para o rádio” — o que o punk significa para vocês em 2025?
Para nós, pessoalmente, ainda significa individualidade. Ser fiel a si mesmo antes de tudo. Tentar coisas que talvez você nunca tenha tentado antes e simplesmente fazer. Ser amigável para o rádio poderia e provavelmente ajudaria financeiramente, mas isso significaria que, em algum momento, você teria que ceder para alguém, e é aí que a individualidade pode ser interpretada como falta de criatividade.
Vocês fazem parte da cena punk/hard rock há anos. Como a perspectiva de vocês mudou — ou permaneceu a mesma — desde que começaram?
Ser punk significa sempre ser punk. Quando começamos a andar com a tribo do punk rock, era exatamente onde precisávamos estar. Hoje em dia, parece estar mais homogeneizado para as massas. Naquela época, éramos odiados por todos os lados, e agora é quase normal. Alguns aspectos permanecem, e outros ficaram no passado. É como um coquetel diluído; quando se dilui demais, perde o que deveria ser. Mas não nos entenda mal: ainda existem jovens que querem bagunçar tudo porque acreditam na sua causa — só que não são tantos como antes.
Música
Giant Skunk leva a fusão Brasil–EUA para o metal em “Nice To Meet You”
A potência do metal baseada em Reno, Giant Skunk, lançará oficialmente seu álbum de estreia, Nice To Meet You, no dia 20 de junho de 2026. Servindo como uma apresentação alta, direta e sem rodeios do quarteto, o disco reúne aquilo que a própria banda define como “indica punk sativa metal hybrid rock” — uma colisão explosiva entre o grunge dos anos 90, o groove metal moderno e inesperados ritmos brasileiros.
O título Nice To Meet You funciona como um aperto de mão literal de uma banda cuja história de origem é tão incomum quanto o seu som. Metade da formação — o vocalista Daniel Zulian, de São Paulo (SP), e o baixista Edson Junior, de Aracaju (SE) — uniu forças ao guitarrista Rhett Lila e ao baterista Brayden Tripp, que se mudaram de Duluth, Minnesota, para Nevada. Os caminhos dos quatro se cruzaram por puro acaso, do lado de fora de um show de metal em uma noite de neve em Reno, em março de 2025.
“Junior e Daniel estavam no Davidson’s conversando sobre como precisavam de um baterista”, relembra a banda. “Brayden ouviu a conversa por acaso e se aproximou. Eles acharam que ele era um morador de rua e disseram: ‘Nós não temos dinheiro.’ Algumas semanas depois, fizemos nosso primeiro ensaio.”
Aquela primeira jam no porão rapidamente se transformou em uma irmandade extremamente produtiva. Impulsionada por jornadas de trabalho de 60 horas semanais, pelo caos da vida cotidiana e por uma lista vertiginosa de influências — que vai de Melvins e Cannibal Corpse até Hermeto Pascoal e Backstreet Boys —, a Giant Skunk desenvolveu uma identidade sonora completamente própria.
“Não é exatamente metal, nem exatamente rock. Tem um pouco de tudo para todo mundo”, explica a banda. “É como se System of a Down encontrasse Hermeto Pascoal.”
Nice To Meet You captura exatamente essa química eletrizante. Esqueça a produção excessivamente polida; este álbum é pura energia. Faixas como o feroz single “Atlas 5-9” mostram a banda em modo de ataque total, com riffs devastadores e vocais furiosos, enquanto as guitarras cortantes dos outros singles, “Rat Race” e “Parrot Vacation”, evidenciam o talento do grupo para criar refrões marcantes e grooves contagiosos que permanecem na cabeça muito depois que os amplificadores deixam de soar.
Nice To Meet You: https://open.spotify.com/intl-pt/album/12NvyJCW28goSJDUxk4ToX

Música
MAD SNEAKS transforma a dor em libertação e dá voz a talentos alternativos no clipe de “Dirty Blood”
A banda MAD SNEAKS acaba de lançar o videoclipe de “Dirty Blood”, novo trabalho audiovisual que reforça sua identidade dentro do rock alternativo e entrega uma narrativa intensa sobre exclusão, dor e libertação. Com forte influência do grunge e da estética alternativa dos anos 90, “Dirty Blood” nasce em um momento em que uma nova geração têm redescoberto a força desse movimento, buscando menos perfeição, menos filtros e mais verdade. A música fala sobre ser a “maçã podre do cesto”, e sobre aprender a conviver com isso sem culpa. Em vez de buscar aprovação, a canção aborda o processo de auto aceitação e a liberdade de assumir a própria identidade.
No videoclipe, essa proposta ganha forma por meio de imagens carregadas de simbolismo. Personagens mascarados, fogo, sombras e figuras enigmáticas representam conflitos internos, medos e diferentes fragmentos da personalidade de alguém que passou anos tentando corresponder às expectativas externas até finalmente encontrar força para aceitar quem realmente é.
Reforçando a mensagem de “Dirty Blood”, a MAD SNEAKS também decidiu abrir espaço para talentos alternativos reais participarem da produção. Os protagonistas do clipe, Marcelo Bboy e Veronika Prana, foram escolhidos pela própria banda com o objetivo de dar visibilidade a artistas e pessoas que frequentemente enfrentam exclusão por preconceitos, estereótipos ou simplesmente por serem diferentes.
Formada por Agno Dissan, Amaury Johns e Phill Andreas, a MAD SNEAKS vem se consolidando como um dos nomes brasileiros ligados ao atual ressurgimento da cultura grunge e do rock alternativo.
Recentemente, a banda lançou o álbum “Incognito”, releitura em inglês de um trabalho produzido por Jack Endino, figura histórica da cena de Seattle. O disco segue uma proposta incomum para os dias atuais, estando disponível digitalmente apenas no Bandcamp, enquanto suas cópias físicas em CD circulam em tiragem limitada. Com “Dirty Blood”, a MAD SNEAKS entrega mais do que um videoclipe: apresenta um manifesto visual e sonoro para todos aqueles que já foram chamados de diferentes e decidiram transformar essa diferença em força.
Música
Wes Krux lança novo single “Golden Hill” e mergulha em reflexões sobre a busca por calma
Após as reflexões existenciais e atmosféricas de CARO HUMAN e LOGOS, o artista Wes Krux retorna com seu mais novo single, GOLDEN HILL. A faixa é uma obra delicada e cinematográfica, inspirada em sonhos recorrentes e na intrínseca necessidade humana de encontrar serenidade em meio aos excessos da vida contemporânea.
Com uma fusão envolvente de vocais suaves, piano, violão, violino e texturas imersivas, GOLDEN HILL convida os ouvintes a um cenário imaginário onde o tempo desacelera, o pôr do sol é eterno e a paisagem transmite uma rara sensação de acolhimento e paz. Embora carregue uma iconografia quase transcendente, a canção não propõe uma fuga da realidade, mas sim o profundo desejo humano de encontrar o silêncio em meio ao ruído, o calor na frieza do cotidiano e a conexão em tempos marcados pela ansiedade e pela pressa.
Inspirada por um sonho recorrente, GOLDEN HILL se estabelece como uma metáfora para o refúgio emocional que todos buscam – um espaço interior onde o caos perde sua força e a serenidade pode, finalmente, respirar. Em um dia a dia sobrecarregado por informações, inquietação e desconexão emocional, GOLDEN HILL surge como um pequeno santuário sensorial, lembrando-nos da existência de lugares – reais ou imaginados – capazes de nos reconectar com a presença, o silêncio e o pertencimento.
GOLDEN HILL aprofunda o universo artístico de Wes Krux, consolidando sua identidade através de uma estética sensível, cinematográfica e emocionalmente imersiva. A faixa é uma jornada sonora contemplativa que transforma a exaustão emocional da vida moderna em uma paisagem auditiva, combinando vocais gentis, violão acústico, guitarra elétrica, piano e uma rica seção de cordas (incluindo violino, violoncelo e viola), tudo isso em camadas com texturas atmosféricas. O resultado é uma experiência imersiva que busca pertencimento, paz e permanência em meio ao ruído, à pressa e à inquietação da vida cotidiana.
“Golden Hill”: https://ffm.to/wes-krux-golden-hill

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