Entrevista
Banda americana de metal melódico XDB revela a história por trás de “Love of My Life”
A banda de metal melódico XDB inicia um novo capítulo com o lançamento de seu mais recente single, “Love of My Life”, já disponível em todas as plataformas de streaming. Combinando melodias arrebatadoras, emoção sincera e a musicalidade característica da banda, a faixa mostra o XDB em sua forma mais expressiva. Acompanhando o lançamento, um impactante lyric video no YouTube une imagens vívidas aos temas intimistas da música, proporcionando aos fãs uma conexão mais profunda com sua mensagem.
Liderada pelo vocalista Rob Kane e impulsionada pela guitarra virtuosa de Xander Demos, a XDB reúne uma formação repleta de talento e energia dinâmica. Com Brendan Callahan nos teclados, Emily Stroup no baixo e Guy Cole na bateria, a banda mescla narrativa melódica com elementos de rock impactantes. Seu novo single não só destaca sua força técnica e profundidade emocional, como também prepara o terreno para uma empolgante fase criativa — tornando este o momento perfeito para conversar com a XDB e explorar a história por trás de “Love of My Life”.
O que inspirou a letra e a emoção por trás de “Love of My Life”? É uma história interessante. Eu e o vocalista Rob Kane compomos a maior parte das nossas músicas. Muitas vezes, as canções evocam emoções nas pessoas e, frequentemente, essas canções são mais tristes, falando de amores perdidos, términos de relacionamento e coisas do tipo. Queríamos fazer algo diferente, algo realmente animado e positivo. Isso não quer dizer que não existam muitas músicas inspiradoras, positivas e animadas por aí, mas queríamos incluir a nossa.
Xander, como você abordou as partes de guitarra para esta faixa? Eu queria algo simples nas partes rítmicas e depois um solo divertido e memorável que adicionasse aspectos técnicos, bem como passagens melódicas. O solo foi vagamente inspirado em “Under a Glass Moon” do Dream Theater (interpretada por John Petrucci).
Qual foi a ideia principal por trás do estilo visual do lyric video? Estávamos tentando criar algo etéreo e até mesmo transcendental, com duas pessoas simplesmente absortas no momento — percebendo que são o amor da vida uma da outra. Vivendo apenas aquele momento perfeito e pleno de felicidade.
Como a formação da banda influencia a composição e o som das músicas? Ótima pergunta! Acho que a formação da banda faz uma enorme diferença. Temos três vocalistas principais (eu, Rob Kane e Emily Stroup) e compomos para um AOR com foco em vocais, com um toque de rock/metal progressivo. E como temos uma vocalista feminina com uma extensão vocal extraordinária, as possibilidades são infinitas. Sinto que não estamos presos a nada no momento!
Após este lançamento, o que os fãs podem esperar do XDB em seguida? Estamos trabalhando com promotores para agendar algumas turnês e divulgar nossa música. Além disso, temos composto bastante ultimamente, então em breve lançaremos um novo álbum.
Entrevista
Artista italiano Stefano Attuario lança “Babele”, álbum une rock, poesia sombria e visão sonora
Stefano Attuario é um cantor e compositor cujo trabalho transita livremente entre música, poesia e imaginação visual. Após o lançamento dos singles “Insetti,” “Amen” e “Arianna,” ele apresenta “Babele,” um álbum muito aguardado que marca um passo decisivo em sua evolução artística. Produzido por Max Zanotti (The Elephant Man, Deasonika, Casablanca), Babele é concebido como uma jornada conceitual pelo caos interior, pela fragilidade emocional e pela busca humana por redenção. O álbum se desenvolve como um mosaico de vozes, imagens e sensações, onde a desordem ganha significado e a dissonância revela uma beleza inesperada.
Com Babele, Attuario confirma sua habilidade singular de unir palavras, som e simbolismo em uma linguagem pessoal e sem concessões. O disco abandona fronteiras rígidas de gênero, fundindo rock, darkwave e composição poética em uma paisagem sonora intensa e cinematográfica. Instrumentos acústicos e sintetizadores coexistem em um constante jogo de luz e sombra, refletindo os temas do álbum: contradição, vulnerabilidade e transformação. Mais do que uma coleção de canções, Babele se afirma como uma declaração profundamente introspectiva — um álbum que convida o ouvinte a confrontar a confusão, abraçar a imperfeição e encontrar clareza dentro do caos.
Qual foi a centelha inicial que deu vida a Babele como um álbum conceitual? Babel é um impulso pessoal de escrever canções. Babel representa meu caos pessoal, um estado de confusão e desordem de palavras, gestos, imagens e pensamentos acumulados na minha mente, clamando por liberdade na forma escrita e musical. Neste álbum, encontrei ordem no caos, uma beleza escondida na dissonância, onde cada fragmento encontra seu lugar em um quadro maior. Não pensei em estilo ou gênero; escrevi o que quis, da forma que quis.
É uma escolha movida pela necessidade de expressar sentimentos e temas mais diretos, como nas canções “Insetti,” “Saliva Nera,” “Morfina” e “Arianna,” mas também de explorar aspectos mais íntimos, como em “Amen” e “Marlene.” Escrever Babel foi mais uma necessidade pessoal do que uma escolha consciente; algumas canções são tão íntimas que me ajudaram a encontrar paz dentro de mim mesmo.
Você descreve Babele como encontrar ordem dentro do caos — como essa ideia moldou a composição das músicas? Minhas influências musicais sempre terão um impacto significativo em mim e no meu estilo; elas fazem parte do meu patrimônio musical. No entanto, a inspiração também se manifesta por meio de outras formas artísticas, como as pinturas de Goya, as fotografias de Gabriele Basilico, os poemas de Montale e Merini, e os livros de autores como William Seward Burroughs e Bukowski. Tudo o que desperta minha curiosidade se torna uma fonte de inspiração e, felizmente, sou uma pessoa curiosa.
Nemesi, meu primeiro álbum, e Babele na verdade se complementam. Nemesi foi apresentado ao público com uma abordagem mais cautelosa e reflexiva, tanto no som quanto nas letras. Eu precisava desse conceito para explorar até onde poderia ir. Hoje, Babele representa de certa forma a evolução de Nemesi, que, uma vez compreendido — e após receber retornos positivos tanto no exterior quanto no país, incluindo reconhecimentos e prêmios de prestígio — estava pronto para, enfim, mostrar sem reservas meu verdadeiro lado artístico como cantor e compositor. Assim, mais do que uma atualização aos tempos atuais, foi o desejo de ousar que me levou a escrever Babele, permanecendo fiel aos meus gostos musicais: dark, rock e new wave.
Como trabalhar com Max Zanotti influenciou o som e a profundidade emocional do disco? Max Zanotti, produtor e líder de bandas como The Elephant Man, Deasonika e Casablanca, que supervisionou a produção, foi fundamental para Nemesi e desempenhou um papel ainda mais significativo em Babele. Produtor com um histórico underground e indie, ele reflete um som e uma atenção aos detalhes que dialogam com minha visão de música. Babele se apresenta com um som inquieto e agressivo, mas era exatamente isso que queríamos alcançar. Babeleprecisava ter um som único, já que os temas e atitudes que aborda também são diferentes. Durante as sessões em estúdio, ao discutir as letras e o conceito do álbum e da capa, percebemos que precisávamos ser ousados e não ter medo de abordar assuntos complexos e usar uma linguagem expressiva. Até mesmo nos videoclipes, com o diretor Amaro, que cuidou da produção e direção de Insetti e Amen, e Davide Forleo no vídeo de Arianna, ficou claro que precisávamos ousar — e foi exatamente o que fizemos. Quando há uma equipe que entende o projeto e se entusiasma em participar, tudo se torna coeso, natural e muito mais simples, inclusive na comunicação do projeto, como foi o caso do escritório de imprensa Divinazione Milano.
Após o lançamento de Babele, para onde você sente que sua jornada artística está caminhando? Tive a oportunidade de ouvir uma ampla variedade de música, tanto antes quanto durante a escrita de Babele. Dediquei-me a explorar álbuns históricos e recentes de artistas como Mark Lanegan, Nick Cave, Marlene Kuntz, Bachi da Pietra, The Elephant Man, Marilyn Manson, Teatro degli Orrori e Afterhours, apenas para citar alguns. Esses artistas podem parecer muito diferentes entre si, mas cada um expressou, à sua maneira, temas de poesia, rebeldia, desespero e renascimento, todos extremamente atuais e significativos. Mesmo durante apresentações ao vivo, essas emoções são transmitidas e compartilhadas conosco. Com Babele, e também graças à produção de Max Zanotti, quis permanecer fiel às minhas influências musicais, criando um som mais cru e autêntico, perfeitamente alinhado com aquilo que escrevi.
Arquivo RocKMetal
A Irreverência do ‘Brega Rock’ – Revisitando a Entrevista com a Banda Pinga com Groselha (2020)
Antes do mundo parar, eles estavam acelerando tudo. Resgatamos um papo hilário e cheio de som com o trio que ousou misturar Reginaldo Rossi com distorção e provar que a “dor de cotovelo” também é rock’n’roll.
Se o Rock’n’Roll muitas vezes se leva a sério demais, a banda Pinga com Groselha sempre foi o antídoto perfeito. Em janeiro de 2020, poucas semanas antes de a pandemia global silenciar os palcos, a equipe do RocKMetal invadiu o lendário Estúdio da Garagem (do nosso amigo Carlão) para um bate-papo que foi, no mínimo, caótico e divertido.
Nesta edição do Arquivo RocKMetal, trazemos de volta essa entrevista que captura o trio rio-pretense em um momento de pura sintonia, apresentando sua nova formação e reafirmando sua missão: fazer o público bater cabeça enquanto canta os maiores clássicos da música brega.
A Fórmula: Rock, Humor e “Sofreza”
Para quem não conhece a história, a Pinga com Groselha surgiu em 2011 com uma proposta audaciosa: pegar hits marginalizados da música popular brasileira – os famosos “bregas” de ícones como Sidney Magal, Reginaldo Rossi e Amado Batista – e injetar neles uma dose cavalar de Hard Rock e Heavy Metal. O resultado? O autointitulado “Brega Rock”.
No vídeo resgatado, o fundador e vocalista Carlos Vinícius explica essa alquimia sonora ao nosso repórter Diogo Neves. “A música brega sempre foi marginalizada, mas falava do cotidiano, da vida suburbana… a gente pega isso e toca com uma roupagem de rock, às vezes mais próximo do metal, às vezes mais hard”, conta Carlos.
O Registro: Nova Formação e Piadas Ruins
A entrevista de 2020 marcou a apresentação oficial de uma nova “cozinha” para a banda, com Heitor assumindo o baixo e Eduardo na bateria. O vídeo é um prato cheio para entender a dinâmica interna do grupo, que funciona na base da amizade e, claro, da “zoeira” constante.
Entre uma piada (ruim) e outra – sim, tem um momento dedicado só para isso no vídeo! –, eles discutem o álbum autoral lançado em 2015, a importância da pré-produção antes de entrar em estúdio e os planos (na época) de focar em videoclipes em vez de um novo CD físico.
Por Que Assistir?
Este registro vai além da música; é sobre o espírito de diversão que o rock deve ter.
- A Jam Session: O vídeo termina com um som ao vivo dentro do estúdio, provando que, por trás das brincadeiras, existem músicos competentes e entrosados.
- Dicas de Produção: Carlos dá conselhos valiosos para bandas independentes sobre como otimizar o tempo e o dinheiro na hora de gravar.
- Memória Local: O cenário é o Estúdio da Garagem, um ponto de encontro clássico dos músicos de São José do Rio Preto, o que torna o vídeo um registro afetivo da nossa cena.
Assista Agora: Pinga com Groselha no RocKMetal (2020)
Prepare-se para rir e curtir um som que não tem medo de ser feliz. Dê o play e relembre como a Pinga com Groselha transformou “brega” em elogio.
🎥 CLIQUE ABAIXO PARA ASSISTIR A ENTREVISTA E O SOM: Arquivo RocKMetal: Entrevista com Pinga com Groselha (2020)
Ficha Técnica do Arquivo (2020):
- Banda: Pinga com Groselha (Carlos Vinícius, Heitor e Eduardo)
- Reportagem: Diogo Neves
- Local: Estúdio da Garagem (São José do Rio Preto – SP)
- Produção: RocKMetal
Quer ver mais resgates da cena independente? Continue acompanhando o Arquivo RocKMetal e deixe seu comentário no vídeo!
Redação: Diogo Neves, RockMetal desde 2007
Arquivo RocKMetal
O Dia em que o Angra Tremeu o Sesc Rio Preto – Uma Entrevista Exclusiva nos Bastidores da Era ‘Omni’ (2018)
Resgatamos um momento histórico da cobertura do RocKMetal: a entrevista pré-show com os gigantes do Power Metal mundial, realizada pelo repórter Diogo Neves durante a aclamada turnê de 2018.
Há registros que o tempo não apaga, apenas refina. Dando continuidade à nossa série de resgates históricos, o Arquivo RocKMetal volta a 2018, um ano crucial para o heavy metal nacional. Naquela época, a cidade de São José do Rio Preto recebeu, no palco do Sesc, uma das maiores instituições da música pesada brasileira e mundial: o Angra.
Nossa equipe estava lá, credenciada e a postos, não apenas para assistir, mas para conversar com a banda momentos antes de a magia acontecer. O vídeo que trazemos hoje é um documento daquela noite elétrica.
O Contexto: A Força da Era ‘Omni’
Para o leitor que talvez não acompanhe a cronologia da banda, é importante entender o cenário de 2018. O Angra viajava o mundo promovendo o álbum “Omni”. Esse disco não foi apenas “mais um lançamento”; foi a consolidação definitiva da formação com o vocalista italiano Fabio Lione e o guitarrista Marcelo Barbosa (substituindo o lendário Kiko Loureiro).
O show no Sesc Rio Preto capturou a banda em um momento de sinergia perfeita, misturando a técnica absurda do Power Metal com os ritmos brasileiros que são sua marca registrada. A expectativa do público era palpável, e a entrevista reflete essa atmosfera de concentração e entusiasmo nos bastidores.
A Cobertura RocKMetal: Equipe em Campo
Fazer jornalismo independente exige paixão e competência. Este registro é fruto do trabalho de uma equipe que vestiu a camisa do site.
Com o repórter Diogo Neves no comando do microfone, a entrevista flui de maneira natural, buscando extrair dos músicos suas expectativas para a noite e a visão sobre aquele momento da carreira. A captação de imagens, feita pelas lentes atentas de Everton Oler, nos coloca dentro do camarim, quebrando a barreira entre ídolo e fã.
Além disso, a cobertura fotográfica daquela noite, que imortalizou a performance no palco, contou com o olhar triplo e apurado de Everton Oler, Geanine Neves e do próprio Diogo Neves. É um orgulho para nós, do RocKMetal, ter documentado esse capítulo da história cultural da nossa cidade.
Por Que Este Vídeo é Importante?
- A Proximidade: Entrevistas pré-show carregam uma adrenalina diferente. Os músicos já estão no “modo palco”, e capturar essa energia é raro.
- A História Local: O Sesc Rio Preto é um palco sagrado para a cultura na região. Ver uma banda de renome internacional ali reafirma a importância da cidade na rota dos grandes shows.
- O Legado do Angra: Para fãs novos e antigos, ouvir a banda falar sobre seus processos e expectativas ajuda a humanizar os virtuosos que vemos tocando notas impossíveis.
Assista Agora: Angra no Sesc Rio Preto (2018)
Convidamos você a reviver essa noite conosco. Veja como foi o papo, sinta o clima dos bastidores e relembre por que o Angra continua sendo um gigante do metal.
🎥 CLIQUE ABAIXO PARA ASSISTIR A ENTREVISTA EXCLUSIVA: Arquivo RocKMetal: Entrevista com Angra – Sesc Rio Preto (2018)
Créditos da Cobertura (2018):
- Reportagem: Diogo Neves
- Câmera e Imagens: Everton Oler
- Fotografia: Everton Oler, Geanine Neves e Diogo Neves
- Imprensa: RocKMetal
- Local: Sesc Rio Preto – SP
Gostou desse resgate? O Arquivo RocKMetal continua revirando o passado para trazer as melhores histórias do rock para você. Fique ligado!
Redação: Diogo Neves, RockMetal desde 2007
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