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Angelo M. Romano: A Fusão Inesperada do Blues, MPB e Emo Rap que Desafia os Rótulos da Música Paulistana

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Multi-instrumentista paulistano, com sólida formação em teoria musical e vivência internacional, lança projeto solo que mira na pluralidade e na emoção crua de influências que vão de Tim Maia a XXXTENTACION.

Em um cenário musical cada vez mais segmentado, onde os algoritmos nos empurram para dentro de bolhas de gênero, encontrar um artista que rema contra a maré é um evento digno de nota. É exatamente essa a proposta de Angelo Mario Romano, ou simplesmente angelomromano, músico paulistano que, desde 2021, decidiu materializar uma vida inteira de imersão artística em um projeto solo corajoso e, no mínimo, intrigante.

Nascido em dezembro de 1992, na capital paulista, a jornada de Angelo não é a de um prodígio que explodiu na adolescência. Pelo contrário, seu projeto musical é fruto de um longo processo de maturação, estudo e vivências que o tornam uma figura complexa no novo panorama da música brasileira. Sua proposta é clara: abraçar a pluralidade de gêneros e a liberdade criativa como pilares, algo que ele define como uma extensão de sua própria vida.

As Influências: O Ponto de Conexão Entre Mundos Distintos

Para o leitor mais acostumado aos riffs de guitarra e às baterias marcadas do rock e metal, a lista de influências de Angelo pode causar um estranhamento inicial: XXXTENTACION, Juice WRLD, Trippie Redd e Ski Mask The Slump God. Nomes centrais do chamado “SoundCloud Rap” ou “Emo Rap”, um subgênero que dominou o final da década de 2010, marcado por uma angústia visceral, batidas lo-fi e uma abordagem lírica extremamente pessoal e, por vezes, sombria.

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Mas o que esses artistas têm a ver com o universo do rock? A resposta está na atitude e na emoção. Assim como o Grunge nos anos 90 ou o Nu Metal nos anos 2000, o Emo Rap canalizou a ansiedade e o descontentamento de uma geração, utilizando as ferramentas de seu tempo. A crueza, a honestidade brutal nas letras e a fusão de melodia com agressividade são pontos que conectam esses mundos. Angelo parece ter absorvido essa essência, não para replicar um estilo, mas para usar essa carga emocional como combustível para sua própria arte.

É o próprio artista quem melhor define essa filosofia. Em uma declaração que serve como um verdadeiro manifesto, ele nos conta:

“Minha vida é minha proposta de movimento artístico, respiro arte desde o dia 1 e vi e vivi muita coisa sobre isso,” afirma Romano. “Considero que, de modo geral e de arte popular, conheço tanto quanto alguns especialistas, visto que estive presente nesses movimentos, mesmo que como espectador.”

A Construção do Músico: Da Itália ao Blues, da Teoria à Prática

Essa confiança não vem do nada. A bagagem de Angelo é vasta e diversificada. Uma experiência transformadora foi morar por três anos na Itália, um período que, segundo ele, expandiu seus horizontes culturais e musicais. “Ringrazio anche i miei amici d’Italia dov’è iniziato la mia giornata musicale di modo più importante”, declara ele, em um agradecimento aos amigos da Itália onde sua jornada musical ganhou um impulso fundamental.

De volta ao Brasil, a busca por conhecimento se tornou sistemática. Angelo mergulhou nos estudos de teclado, guitarra e canto, e é aqui que sua pluralidade de influências se aprofunda ainda mais. Ele faz questão de creditar seus mestres, mostrando que a base de seu trabalho é sólida:

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  • Formação Clássica e Popular: Ao estudar canto, o repertório ia de gigantes da soul music brasileira como Tim Maia e Djavan ao funk americano do Kool & The Gang, passando pela sofisticação da MPB de Tavito e até pela irreverência icônica dos Mamonas Assassinas. Essa variedade permitiu que ele desenvolvesse uma versatilidade vocal e uma compreensão de diferentes estruturas melódicas.
  • A Raiz na Guitarra: Com o professor de guitarra Wanderson Bersani, Angelo foi apresentado ao Blues. Para qualquer fã de rock, sabemos que o Blues é a pedra fundamental. É a fonte de onde beberam Eric Clapton, Jimmy Page, Jimi Hendrix e praticamente todos os grandes guitarristas da história. Ter essa base significa entender de feeling, de pentatônicas e, acima de tudo, de como fazer um instrumento “chorar”.
  • A Estrutura Sólida do Teclado: Com a professora de teclado Cris Machado e seus estudos na renomada EM&T (Escola de Música e Tecnologia), uma das mais conceituadas do país, ele construiu seu alicerce em teoria musical. “Aprendi teoria musical de maneira consistente e sólida. Na prática, técnicas de piano, teclado, estrutura musical e tantos outros fundamentos que me permitiram subir de nível rapidamente”, explica.

O Que Esperar de angelomromano?

A grande questão que fica é: como soa a música que nasce da intersecção de tantos caminhos? A resposta provável é: algo único. Estamos diante de um artista que possui a complexidade harmônica da MPB, a alma do Blues, a técnica da teoria musical clássica e a urgência emocional do rap contemporâneo.

Seu trabalho como multi-instrumentista sugere um controle criativo total sobre sua obra, desde a concepção das melodias no teclado até a execução das guitarras e a entrega vocal. É a receita perfeita para uma música que desafia categorizações fáceis, podendo agradar tanto quem busca por letras confessionais e batidas modernas quanto quem aprecia um arranjo bem construído e uma técnica apurada.

O projeto de Angelo Mario Romano é um convite para o público de mente aberta. É um lembrete de que a boa música não vive em caixas e que as influências mais inesperadas podem gerar os resultados mais fascinantes. O que nascerá dessa fusão, só o tempo e os próximos lançamentos dirão, mas a premissa é, sem dúvida, uma das mais interessantes a surgir na cena independente paulistana recentemente.

🎧 JÁ CONFERIU ESSA SONZEIRA?
🔗 Ouça agora no Spotify:


Conecte-se com Angelo M. Romano e explore seu universo musical:

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Por Diogo Neves

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Tanque de Tubarões Mariana Camelo Lança Novo Single Com Crítica Feroz à Cena Independente

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Em parceria com o guitarrista Luiz Skova (Alternative Way), a cantora entrega uma faixa pesada sobre as disputas de ego, a vulnerabilidade feminina e a toxicidade dos bastidores da indústria musical.

Aqui é a redação do RocKMetal! A caminhada na cena musical independente brasileira nunca foi fácil, especialmente para as mulheres que ousam erguer a voz e disputar espaço em um ambiente de bastidores que ainda é majoritariamente masculino e, muitas vezes, hostil. É transformando as cicatrizes dessa dura realidade em combustível sonoro que a cantora Mariana Camelo acaba de lançar o seu mais novo single, o contundente “Tanque de tubarões”.

A faixa, que conta com a participação especialíssima do guitarrista Luiz Skova (líder da banda Alternative Way), marca o início de uma nova e amadurecida fase na carreira da artista, que já possui uma sólida bagagem na cena com trabalhos como o disco “Contradição e outras estórias” (2012) e os EPs “Fragmentos” (2018), “Baile das Águas” (2022) e o recente “Céu de Marfim” (2025).

Preparamos uma análise sobre os bastidores desse lançamento que promete fazer muito barulho e gerar reflexões necessárias no underground.

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Sonoridade Pesada e Crítica Direta

Musicalmente, “Tanque de Tubarões” é um soco direto no estômago. A canção transita com muita naturalidade e energia pelas fronteiras do pop-punk, do rock alternativo e do hard rock. Essa cama sonora agressiva serve perfeitamente para embalar uma abordagem lírica crua, repleta de metáforas sobre a competitividade predatória e a disputa sangrenta por espaços na cena musical independente.

Segundo a própria cantora, a maturidade adquirida ao longo de sua trajetória cobrou um preço alto, mas ensinou sobre a urgência de preservar a própria imagem. Mariana relata ter sofrido na pele as consequências de expor sua vulnerabilidade para pessoas erradas nos bastidores da música:

“Nunca tive vergonha de colocar minha vulnerabilidade para jogo, porém isso me trouxe sérias consequências. Chegaram a inventar fake news sobre minha pessoa, e tive que entrar na justiça por conta disso. Precisei passar por muita dor de cabeça para entender que não se deve confiar em qualquer pessoa, nem mesmo na própria sombra”, desabafa a artista.

A Força da Produção Independente

Para garantir que essa mensagem soasse o mais verdadeira e orgânica possível, a produção não poupou qualidade. O trabalho é fruto de uma forte parceria de Mariana Camelo com a produtora independente Dark House Produções, sob a batuta de Fernanda Freitas e Guto Mota, que assinam toda a produção artística, fonográfica e audiovisual do projeto.

As gravações ocorreram nos estúdios Sound Horizon e Mercearia, ganhando vida através de um time de instrumentistas de altíssimo nível: Daniel Moscardini na bateria, Pedro Gheventer no baixo e, claro, os riffs rasgados e solos de guitarra incendiários de Luiz Skova. O resultado sonoro é exatamente o que a letra pede: uma canção impactante, sem medo de ousar e transbordando verdade.

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🎸 SERVIÇO: MERGULHE NO TANQUE DE TUBARÕES

Não perca a chance de conferir esse grande lançamento e apoiar o rock independente feito por mulheres no Brasil.

Compartilhe essa novidade, adicione a faixa à sua playlist de rock nacional e apoie os artistas independentes!

Redação: Diogo Neves , RocKMetal — Desde 2007, A Voz do Rock e Metal

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Agonia lança o novo single “Rocha Eterna” e reafirma sua identidade no metalcore

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A Agonia lança “Rocha Eterna”, seu novo single, reafirmando a identidade construída desde a estreia: metalcore moderno, intenso e carregado de emoção. Com riffs marcantes, breakdowns pesados e uma atmosfera densa, a faixa aborda a busca por firmeza em meio ao caos, retratando a resistência diante das dificuldades e a força encontrada para seguir em frente.

Formada em Minas Gerais e liderada por Siloé Claus (vocais e guitarra), a Agonia Metalcore une experiência de mais de duas décadas na música com uma sonoridade que dialoga com o metalcore contemporâneo. Ao lado de Johnes Drummond (bateria) e Cláudio Vitor (baixo), a banda constrói um som que equilibra agressividade, melodia e intensidade emocional.

Depois da boa recepção de “Teu Espírito”, primeiro lançamento da banda, “Rocha Eterna” amplia essa proposta artística ao apresentar uma composição mais madura e impactante. Inspirada na ideia de permanecer firme mesmo quando tudo parece desmoronar, a música convida o ouvinte a refletir sobre resiliência, confiança e perseverança. Sua principal referência espiritual aparece de forma sutil na metáfora da rocha como símbolo de estabilidade.

A produção destaca guitarras pesadas, refrões marcantes e uma dinâmica que alterna momentos de tensão e explosão, criando uma experiência sonora intensa do início ao fim. A faixa reforça a proposta da Agonia Metalcore de transformar emoções profundas em músicas que dialogam tanto com o público do metal quanto com quem busca letras que tragam significado.

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O videoclipe oficial de “Rocha Eterna” já está em fase de produção e será lançado em breve, expandindo visualmente a força e a atmosfera da nova canção.

Com novos singles em desenvolvimento e uma crescente presença nas plataformas digitais, a Agonia Metalcore segue consolidando seu espaço na cena do metal nacional, apostando em produções de qualidade e em uma identidade artística autêntica, onde peso, emoção e propósito caminham juntos.

“Rocha Eterna”: https://open.spotify.com/intl-pt/album/3ZP7SRcg1HriD31d4nVKpQ

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Da “Capital dos Tubarões”, Seventy Times Seven Retorna Após Uma Década com Alerta Sobre Saúde Mental

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Exatamente neste Dia Mundial do Rock, a banda pernambucana de metalcore quebra um hiato de dez anos com o doloroso e necessário single “17º Andar”, construído a partir de relatos reais de fãs sobre superação e ideação suicida.

Aqui é a redação do RocKMetal! Hoje, 13 de julho, celebramos o Dia Mundial do Rock. Mas as guitarras distorcidas e os vocais rasgados que amamos não servem apenas para a catarse da diversão; eles também são veículos poderosos para tratar as dores mais profundas da nossa sociedade. E é com essa urgência e empatia que a banda pernambucana Seventy Times Seven marca o seu aguardado retorno à cena após quase dez anos de hiato.

Autointitulados como uma banda de metalcore da “capital dos tubarões” (Recife), o grupo acaba de lançar o single “17º Andar” (via selo Se Vira Music). Mais do que uma nova música de trabalho, a faixa funciona como um manifesto brutal e acolhedor sobre enfrentamento da depressão, prevenção ao suicídio e, acima de tudo, sobrevivência.

A Gênese da Música: Entre a Tragédia e a Superação

O peso de “17º Andar” não está apenas na afinação das guitarras, mas em sua origem tristemente real. A canção nasceu a partir de uma experiência traumática vivida pela esposa do vocalista Felipe Luiz, que presenciou o exato momento em que uma jovem tirou a própria vida ao se atirar do 17º andar de um prédio.

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A partir desse episódio devastador, Felipe escreveu a faixa e a banda decidiu ir além, abrindo uma convocação nas redes sociais para que os fãs enviassem relatos anônimos ou autorizados sobre sofrimento psicológico e ideações suicidas. A regra de ouro era clara: não compartilhar métodos de autolesão, mas sim experiências de enfrentamento e os caminhos encontrados para seguir em frente.

Foram recebidos mais de 20 depoimentos dolorosos e inspiradores. A gravação final de “17º Andar” incorporou um trecho em áudio de Samuel, de 26 anos, que descreveu o sentimento de ser “puxado para a escuridão”. Outros relatos, transformados em poesia, farão parte da campanha visual de divulgação da música.

Estatísticas que Exigem Atenção

A temática abordada pela banda dialoga com uma realidade alarmante no Brasil. Em um levantamento publicado pelo portal G1 em setembro de 2025, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base em dados oficiais do Ministério da Saúde, apontou um crescimento preocupante nos casos de autolesão e tentativas de suicídio entre adolescentes no país.

Como bem destaca a classe médica e científica, o suicídio está intrinsecamente ligado a um processo silencioso de sofrimento psíquico, exigindo que a sociedade (e a arte) perca o medo de debater o assunto e passe a observar mudanças de comportamento e estender a mão.

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O Fim do Hiato: A Cena Dividida e o Recomeço

Formada em 2009, a Seventy Times Seven interrompeu suas atividades por volta de 2016. Segundo o vocalista, o hiato foi uma soma de transições da vida pessoal (faculdade, casamento) com o desgaste avassalador causado pela polarização política da época.

Esse ambiente de extrema divisão e intolerância invadiu a cena de metal e hardcore de Pernambuco, com casas de show filtrando contratações com base em posicionamentos e afastando bandas e públicos.

O retorno do grupo quase uma década depois dialoga poeticamente com a própria mensagem do novo single: é sobre atravessar a tempestade, superar as fraturas e escolher a continuidade. O recomeço da Seventy Times Seven é, em si, um ato de resistência.

🎗️ A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR (CVV)

Antes de dar o play, a equipe RocKMetal reforça a mensagem da banda: se você ou alguém próximo estiver enfrentando sofrimento emocional, depressão ou pensamentos suicidas, lembre-se de que você não está sozinho.

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O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento humano, gratuito e sob total sigilo, 24 horas por dia.

  • 📞 Ligue: 188 (Ligação gratuita para todo o Brasil)
  • 💻 Acesse: cvv.org.br (Atendimento via chat e e-mail)

🎸 SERVIÇO: OUÇA O SINGLE E CONHEÇA A FICHA TÉCNICA

Aumente o volume e prestigie a volta de um dos grandes nomes da cena nordestina.

Ficha Técnica – “17º Andar”:

  • Vocal: Felipe Luiz
  • Guitarras: Leandro Mateus e Augusto Monteiro
  • Baixo: Rodolpho Malafaia
  • Bateria: Thiago Soares
  • Letra e Música: Felipe Luiz
  • Arranjos: Leandro Mateus, Thiago Soares, Rodolpho Malafaia, Felipe Luiz e Augusto Monteiro
  • Captação, Mixagem e Masterização: Hammer Studio
  • Produção: Leandro Mateus, Thiago Soares, Rodolpho Malafaia, Felipe Luiz, Augusto Monteiro, Lucas Neri e Hammer Studio
  • Capa e Design Gráfico: Leandro Mateus e Lucas Neri
  • Fotografia: Lucas Neri

Redação: Diogo Neves , RocKMetal — Desde 2007, A Voz do Rock e Metal

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