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Alguns Álbuns São Feitos, Este Foi Encontrado: Andrzej Citowicz Resgata Fitas dos Anos 90 e Lança o Emocional “Beautiful Damage: 1990–1996”

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O projeto “Citovitz and The Fireflies of February” entrega uma verdadeira carta de amor ao Hard Rock e AOR dos anos 90. Com canções escritas na adolescência e finalizadas três décadas depois, o guitarrista polonês prova que certas músicas só ficam prontas quando a vida nos dá as cicatrizes necessárias para cantá-las.

Há discos que nascem da pressão de uma gravadora, e há discos que nascem de uma necessidade visceral de encerrar ciclos. Lançado oficialmente ontem, 13 de abril de 2026, o álbum Beautiful Damage: 1990–1996 se encaixa na segunda categoria.

O trabalho é assinado por Citovitz and The Fireflies of February, o projeto solo do brilhante guitarrista, compositor e arranjador polonês Andrzej Citowicz (atualmente radicado no Cairo, Egito). No ano em que celebra seu 50º aniversário, Andrzej entrega não apenas um álbum de rock, mas um documento de sobrevivência e maturidade.

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O Resgate: As Fitas Cassetes que Sobreviveram ao Tempo

A gênese deste álbum parece roteiro de filme. A história não começou em um estúdio moderno, mas no choque silencioso de uma redescoberta. Recentemente, Andrzej encontrou duas fitas cassetes antigas contendo o seu primeiro arquivo musical.

Entre 1990 e 1996, na cidade de Wałbrzych, na Polônia, um jovem Citowicz (então entre seus 14 e 20 anos) gravou dezenas de demos cruas usando apenas um velho violão acústico. Algumas ideias tinham letras rascunhadas; outras eram apenas progressões de acordes e melodias sem palavras — os ecos do que um adolescente ouvia em sua mente, mas ainda não tinha a experiência de vida ou o equipamento para concretizar.

As fitas foram guardadas e, durante 30 anos, a vida aconteceu: amores, perdas, casamento, luto e a longa jornada para entender quem ele realmente era. Quando Andrzej finalmente deu o “play” nessas cassetes décadas depois, ele não ouviu relíquias nostálgicas, ouviu “plantas baixas”. Músicas que sabiam o que queriam ser, mas que estavam esperando que ele envelhecesse para terminá-las.

“Este é o próximo capítulo da minha jornada musical. Encontrei velhas fitas cassete. Duas delas. Minhas primeiras músicas de 1990 a 1996. Algumas com letras. Outras sem. Apenas ideias que um garoto ainda não conseguia terminar. Eu não estava pronto naquela época. Estou agora” — revela Andrzej.

A Anatomia do Som: O DNA de Bon Jovi, Def Leppard e a Geração Arena Rock

Para o leitor mais leigo ou das novas gerações entender a sonoridade de Beautiful Damage: 1990–1996, é preciso voltar no tempo e entender o que estava tocando nas rádios quando essas músicas nasceram.

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O álbum transpira a essência do Hard Rock e do Arena Rock do fim dos anos 80 e início dos 90. Estamos falando de influências monumentais:

  • A era New Jersey do Bon Jovi e o trabalho de guitarra de Richie Sambora.
  • A grandiosidade do Def Leppard nos álbuns Hysteria e Adrenalize (especialmente o trabalho de guitarras harmonizadas de Phil Collen e Steve Clark e a produção “parede de som” de Mutt Lange).
  • O peso melódico do Whitesnake, Europe e Winger.

Para o adolescente Andrzej, essas bandas não eram apenas influências; eram o oxigênio que ele respirava. O álbum reflete isso com estruturas impecáveis de “power ballads” (aquelas baladas roqueiras poderosas e emocionantes), refrães gigantescos, ganchos de guitarra que grudam na cabeça e arranjos quase cinematográficos.

A Faixa-Título e a Força das Colaborações

A música que batiza o disco, “Beautiful Damage” (Belo Dano, em tradução livre), é a bússola emocional do projeto. Escrita no início dos anos 90 e concluída agora, em 2026, ela fala sobre a juventude perdida, mas não com amargura, e sim com a gratidão de quem sobreviveu para entender o valor daqueles anos.

Nesta faixa, Andrzej conta com a linha de baixo de Patryk Szymański, seu parceiro criativo há mais de dez anos. Mais do que marcar o ritmo, o baixo de Patryk dialoga com a melodia de forma profunda.

“Às vezes você precisa de 50 anos de cicatrizes para terminar o que começou aos 14. (…) O baixo de Patryk em ‘Beautiful Damage’ diz coisas que eu nem sabia que a música precisava dizer. Isso é o que acontece quando você faz música com alguém em quem realmente confia”, pontua o guitarrista.

🎥 Assista ao emocionante Lyric Video de “Beautiful Damage” aqui: YouTube – Beautiful Damage

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“A Song For Esther”: O Coração do Álbum

Um dos momentos mais tocantes do disco é “A Song For Esther”. E o motivo é nobre: a música conta com a voz e a alma de Shereen Shoukry Citowicz, esposa de Andrzej há quase 18 anos.

Shereen não é apenas um “vocal de apoio”. Segundo o próprio artista, ela se tornou uma força colaborativa imensa dentro do projeto. Sua voz e instintos líricos deram à música o toque humano e visceral que ela exigia. “Shereen deu a esta música o que eu não poderia dar sozinho. (…) Sua voz, seu coração — eles estão tecidos em cada nota,” agradece Andrzej.

Filosofia do “Faça Você Mesmo” (DIY)

Numa indústria dominada por algoritmos e grandes gravadoras, Andrzej Citowicz é um lobo solitário resistente. Beautiful Damage foi totalmente gravado e produzido por ele, de forma 100% independente, em seu estúdio caseiro no Cairo.

Ele é o verdadeiro “rockstar de sala de estar”, construindo um legado com memórias, guitarras e a lembrança afetuosa de seu falecido pai, Arkadiusz, que construiu manualmente o primeiro amplificador do músico, lá atrás, na Polônia.

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Beautiful Damage: 1990–1996 não é sobre viver no passado. É sobre fazer as pazes com ele. Como o próprio Andrzej resume: “O mundo está muito louco para esperar com sonhos. É hora de terminá-los.”


Beautiful Damage: 1990–1996

🎧 SERVIÇO: ONDE OUVIR E ACOMPANHAR

Não perca a chance de conferir esse resgate histórico do rock independente. Aumente o volume!

Créditos do Álbum:

  • Música e Guitarras: Andrzej Citowicz
  • Baixo (em “Beautiful Damage”): Patryk Szymański
  • Vocais e Coração (em “A Song For Esther”): Shereen Shoukry Citowicz
  • Letras: Andrzej Citowicz / Shereen Shoukry Citowicz
  • Gravação Original (Demos): 1990–1996 (Fita Cassete)
  • Arranjos e Finalização: 2026 (Lançamento Independente)

Gostou desse lançamento? Fique ligado no RocKMetal para mais resenhas, entrevistas e o melhor do mundo da música pesada!

Redação: Diogo Neves, RockMetal desde 2007

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Música

LEELEE Lança EP “Despertar”: Um Grito de Autoafirmação e Punk Rock Recifense

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O EP “Despertar”, da banda recifense LEELEE, amplia sua circulação em território nacional ao reunir singles já lançados e duas músicas inéditas. O trabalho consolida a narrativa de um projeto que simboliza o despertar da mulher para sua auto aceitação, libertação de crenças limitantes e a quebra de padrões para seguir seus sonhos e buscar sua felicidade com plenitude.

O projeto contribui para o fortalecimento da cena autoral nordestina e para o protagonismo feminino no rock, reforçando a ocupação das mulheres em todos os espaços de realização. Com o lema “antes tarde”, LEELEE incentiva que nunca é tarde para começar algo novo, em um grito contra o etarismo, tema sobre o qual a artista possui propriedade para influenciar diretamente um movimento positivo de conquista e vivência.

LEELEE é um projeto autoral recifense de punk rock que nasce do encontro entre vivência, território e urgência criativa. Liderado por uma mulher de 40 anos, o projeto surge como um gesto de afirmação potente em um cenário historicamente atravessado por silenciamentos, unindo o peso do punk rock à sensibilidade de quem carrega memória e desejo de transformação.

Musicalmente, a sonoridade dialoga com o punk rock, pop punk, ska e surf music, com ecos de grunge e atitude hardcore. As canções partem de experiências íntimas e coletivas, abordando temas como liberdade, autoconhecimento, coragem e reconstrução pessoal, criando identificação com mulheres e pessoas que foram levadas a adiar seus sonhos.

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LEELEE recebeu sua primeira indicação a um prêmio nacional com o single “Inconstante”, listado na categoria de Melhor Música Nacional Contemporânea. Representando Recife e a cena independente pernambucana, a artista se posiciona como uma das poucas vozes do Nordeste a alcançar tal reconhecimento, reafirmando a relevância da música independente e da presença feminina no rock.

Despertar:

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Música

IX of Blades Lança Álbum Conceitual de Post-Black Metal “Way of The Midnight Wave”

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IX of Blades, a criação do aclamado autor de horror Curtis M. Lawson, está pronto para lançar seu primeiro álbum completo, “Way of The Midnight Wave”. Este ambicioso álbum conceitual, profundamente inspirado em ciclos de mitos culturais e obras filosóficas como Assim Falou Zaratustra de Friedrich Nietzsche, promete uma jornada profunda através da iluminação, conflito e autodescoberta.

“Way of The Midnight Wave” narra a épica história de Ri Elotha, um herói miltoniano, enquanto ele navega por um caminho de crescimento pessoal, confronta forças tirânicas e, em última instância, enfrenta sua morte. Lawson, renomado na cena do horror independente por seus romances e contos cativantes, combina perfeitamente sua destreza literária com sua visão musical, criando uma narrativa tão intrincada quanto impactante.

O som do álbum é uma fusão única de heavy metal clássico, black metal, doom, post-punk e neo-crust, entregando uma experiência sonora coesa e distintiva. Apesar de sua produção de alto nível, o álbum mantém uma sensibilidade old-school, garantindo uma entrega crua e poderosa. Gravado e produzido no Seraphim Studios por Robb Kavjian (conhecido por seu trabalho com 1476 e Monastery), Kavjian também contribuiu como baterista e baixista de sessão para o projeto.

Sobre IX of Blades: Fundado em 2023, IX of Blades começou como o projeto de um homem só do escritor de horror Curtis M. Lawson (autor de Black Heart Boys’ Choir e Devil’s Night). Após dois EPs e vários singles, o projeto evoluiu para uma formidável banda ao vivo, apresentando ex-membros e membros atuais de The Innsmouth Look e 1476. Evitando uma abordagem ortodoxa ao black metal, IX of Blades mescla vários elementos da música pesada com uma atitude punk rock e o lirismo poético, porém cru, que é uma marca registrada da ficção e poesia de Lawson. A formação ao vivo, estabelecida em 2026, inclui Philip George (The Innsmouth Look) no baixo e Cory Flintoff (ex-membro ao vivo de 1476) na guitarra.

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“Way of The Midnight Wave”: https://ixofblades.bandcamp.com/…/way-of-the-midnight-wave

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Lançamento

Pedro Faissal & o Meiofree mescla rock com tons psicodélicos em novo EP “Intermares”

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A banda paraibana Pedro Faissal & o Meiofree está de volta com seu mais novo EP “INTERMARES”, lançado nesta sexta-feira (16). Mesclando o rock com tons quase psicodélicos, o grupo – fundado em 2007 – adentra um novo momento neste projeto, seu primeiro em cinco anos, e se apresenta para os ouvintes, tanto velhos quanto novos, como uma banda solidificada com muito legado.

Com cinco músicas, sendo quatro delas inéditas e o single “Não Binário”, lançado na semana passada, o novo EP da Pedro Faissal & o Meiofree recebe o nome do bairro que conecta as cidades de João Pessoa e Cabedelo. Carregando esse significado do estar “entre” duas coisas, “INTERMARES” contém a mensagem central de liberdade que a banda traz desde sua formação.

“INTERMARES” conta com as faixas “Não Binário”, “Sim Não”, “Ego”, “Rendido” e “Tudo Que Eu” – composições que refletem desde o cotidiano quanto tópicos mais profundos e políticos. Com seu rock característico, a banda é composta por Pedro Faissal, Kleber Jackson, João Aires, Danilo Pacine e André dos Santos, que também assina a produção musical do novo EP.

Lançado após uma turnê na França e a solidificação dessa formação do grupo, o Meiofree abraça tudo que o representa em “INTERMARES”, abrindo caminho para um novo momento da banda. Nome clássico do cenário paraibano, e de alcance nacional, o grupo reencontra – em “INTERMARES” – aquilo que garante sua perspectiva única.

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Equilibrando-se no “meio livre, meio refém”, como explica o próprio vocalista Pedro Faissal, o novo EP da banda carrega essa realidade: existimos todos entre a liberdade e as coisas que temos que fazer para sobreviver.

“INTERMARES”, homenageando seu nome, também traz em si essa identidade paraibana, da qual a Meiofree se orgulha tanto. Com destaque para o surf, marca registrada de Intermares, o bairro é uma das paixões de Faissal, a banda criou um projeto que representa tudo que os integrantes carregam dentro de si, passando isso agora para os ouvintes.

“INTERMARES” já está disponível em todas as plataformas digitais: https://onerpm.link/188017557527

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