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Novo EP da Pedro Faissal & o Meiofree aposta em rock psicodélico e narrativa de cura

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A banda paraibana Pedro Faissal & o Meiofree está de volta com seu mais novo EP “INTERMARES”. Mesclando o rock com tons quase psicodélicos, o grupo – fundado em 2007 – adentra um novo momento neste projeto, seu primeiro em cinco anos, e se apresenta para os ouvintes, tanto velhos quanto novos, como uma banda solidificada com muito legado. Com cinco músicas, sendo quatro delas inéditas e o single “Não Binário”, lançado na semana passada, o novo EP da Pedro Faissal & o Meiofree recebe o nome do bairro que conecta as cidades de João Pessoa e Cabedelo. Carregando esse significado do estar “entre” duas coisas, “INTERMARES” contém a mensagem central de liberdade que a banda traz desde sua formação.

“INTERMARES”, homenageando seu nome, também traz em si essa identidade paraibana, da qual a Meiofree se orgulha tanto. Com destaque para o surf, marca registrada de Intermares, o bairro é uma das paixões de Faissal, a banda criou um projeto que representa tudo que os integrantes carregam dentro de si, passando isso agora para os ouvintes. Confira a entrevista abaixo:

1. Como o conceito de estar “entre” (Intermares) influenciou a mensagem de liberdade deste EP?

Intermares é um bairro que liga a capital João Pessoa a Cabedelo. Uma conurbação que conecta duas cidades. Bairro onde foi composto e desenvolvido o disco pelo líder do grupo Pedro Faissal, que atravessava uma separação e compôs boa parte do disco depois da experiência de internação na UTI por um quadro severo de exaustão, agravadas pelas inúmeras horas de consultório no período pandêmico, segunda atividade do também psicólogo Pedro Faissal. Intermares de entre mares, das águas que precisamos navegar para chegar na próxima praia. Mares revoltos que levam a águas calmas. O disco sugere uma cura, que passa pelo entendimento de que diminuir o ritmo fará mais sentido, pois vamos remar regulados pelo que realmente importa. 

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2. O que mudou na sonoridade da banda nestes cinco anos para chegar aos tons psicodélicos de “Intermares”?

Gravamos nosso primeiro disco, há quase 20 anos atrás. Como tínhamos pouca grana, fizemos ao vivo numa tirada só. Depois conseguimos um desconto com o dono do estúdio para fazermos os ajustes em overdub no estúdio. Nossos 3 discos seguintes, pareciam ter uma urgência ansiosa em lançar, e assim, perdemos de trabalhar melhor os arranjos. Sempre que olhamos para trás pensamos nisso quando do lançamento de algo. Mas a verdade é que, exceto o segundo disco, que trabalhamos bem mas ainda com uma sonoridade rocker de, a época um power trio, o disco atual, foi artesanalmente construído e retocado pelo diretor musical e integrante do grupo André dos Santos. Passamos cinco anos desenvolvendo os arranjos e como André toca, piano, escaleta, synths e violão na banda, não economizou repertório para enriquecer as canções. O resultado foi essa massa sonora original, construída a dez mãos!

3. Como vocês equilibram temas do cotidiano com questões políticas e profundas nas novas composições?

Sempre que as letras são concebidas, tem um conflito humano como pano de fundo. Como não somos indivíduos isolados de um todo, flertar com a política justifica o sofrimento por assim dizer, vem de cima pra baixo. Os temas do cotidiano, que costuram tudo, vão tecendo o enredo pra esconder o indivíduo e fazer o ouvinte o procurar por trás do conflito. A profundidade precisa de espaço para acontecer, as letras são enredadas nessa trama. Por isso pedimos aos fãs que escutem várias vezes a faixa e gostamos, sempre de ouvir suas impressões. Sempre revelam um pouco de quem as interpreta. A gente tenta falar de coisa densa, pretendendo ser leve, irreverente e até sarcástico. É tudo sobre dar um drible no destino como dizemos.

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4. De que forma a identidade paraibana e o dilema “meio livre, meio refém” definem a essência deste trabalho?

A Paraíba, que produziu artistas como Jaguaribe Carne, Totonho, Catia de França, caminha, ao nosso ver, numa espécie de vanguarda. Como o Brasil em geral não esteve olhando pra nós em primeira busca, temos o privilégio de fazer olhando pra dentro. Pro interior das veias do Estado. Que atravessa as mesmas dificuldades enfrentadas por toda a nossa região Nordeste, e faz da resistência, poesia. De tão cru podemos soar viscerais enquanto paraibanos. E essa é a poesia do Meiofree, um sujeito preso a modelos que o reprime e ao mesmo tempo livre, pois, na resistência, arte é alento. Vale sempre botar pra fora. Acho que os paraibanos criam pra se curar. 

“INTERMARES” já está disponível em todas as plataformas digitais: https://onerpm.link/188017557527

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Please Use Right Excuses transforma a dor da perda em arte no novo single “We Grieve”

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Após explorar questões sociais e políticas em músicas como Election (2017) e Tax (2019), e celebrar a liberdade e a alegria de viver em Ride (2024), a banda Please Use Right Excuses apresenta seu trabalho mais íntimo e emocional até hoje. O novo single, “We Grieve”, chega às plataformas digitais no dia 6 de junho trazendo uma reflexão profunda sobre o luto, especialmente quando a perda envolve uma criança.

Liderada pelo multi-instrumentista Bruno Costa, a banda mergulha em uma sonoridade mais sensível sem abandonar a intensidade que marca sua identidade. A gravação reúne a formação original do grupo, com Junior na bateria e Aracelli no contrabaixo e backing vocals, além da participação especial de um quarteto de cordas com arranjos assinados por Marcos Alex Costa de Souza.

O resultado é uma composição que equilibra delicadeza e peso. O piano assume papel central na construção da atmosfera melancólica da faixa, enquanto guitarras orgânicas, timbres crus e texturas densas mantêm viva a essência alternativa da banda. Ao mesmo tempo, o grupo expande seus horizontes criativos ao incorporar influências de nomes como Arcade Fire e Evanescence, mostrando uma faceta que vai além das referências grunge que marcaram seus trabalhos anteriores.

A carga emocional de We Grieve também está presente na arte de capa do single. Em uma homenagem ao sobrinho de Bruno Costa, que faleceu recentemente, a imagem retrata o quarto da criança, seus últimos brinquedos e uma carta escrita por ele para os avós. Mais do que um elemento visual, a capa funciona como uma extensão da própria música, transformando lembranças pessoais em um registro permanente de afeto e saudade.

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Com We Grieve, a Please Use Right Excuses entrega uma obra marcada pela vulnerabilidade, pela honestidade e pela capacidade da música de dar voz a sentimentos difíceis de expressar. Um lançamento que fala sobre perda, mas também sobre memória, amor e a importância de preservar aqueles que permanecem vivos em nossas lembranças.

“We Grieve”: https://ditto.fm/we-grieve

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Drenna Lança o Visceral Single “Guerra” Como um Manifesto Contra a Falsa Paz

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Inspirada pela trágica morte de uma criança durante uma operação policial, a cantora e guitarrista carioca entrega uma faixa pesada e densa. O lançamento antecipa o aguardado álbum “INTERREGNO”, que encerrará a trilogia conceitual da artista no final de 2026.

O rock and roll, em sua essência mais pura, nunca foi apenas sobre entretenimento; ele nasceu como uma ferramenta de denúncia, um megafone para as vozes que a sociedade tenta silenciar. E no cenário do rock autoral brasileiro contemporâneo, poucas artistas têm empunhado essa guitarra com tanta propriedade e urgência quanto a carioca Drenna.

Diretamente do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, a cantora, compositora e musicista acaba de lançar o seu mais novo e arrebatador single: “Guerra”. Distante de qualquer romantização, a faixa é um manifesto denso e doloroso contra a invisibilidade da violência cotidiana nas periferias do Brasil.

A Tragédia Real e o Peso de “Guerra”

Para compreender a força deste novo lançamento, é preciso olhar para a dura realidade que o inspirou. Segundo o material divulgado pela equipe da artista, “Guerra” nasce de uma dor profunda e real: a morte trágica de uma criança durante uma operação policial no Complexo do Alemão.

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A letra da canção é um retrato cru que expõe o contraste brutal entre o luto desesperador de um pai e o discurso oficial e higienizado de que “está tudo em paz”. A obra é um grito de revolta contra o fato inaceitável de que vidas inocentes são frequentemente reduzidas a meras notícias passageiras nos jornais.

Para traduzir esse desabafo visceral em som, Drenna não buscou atalhos ou suavidade. Sonoramente, a música é uma parede de som opressiva. Acompanhada pelo produtor Jorge Guerreiro, a faixa aposta em distorções pesadíssimas, guitarras extremamente agressivas e uma base rítmica sombria, projetadas para colocar o ouvinte diretamente dentro do cenário de conflito. É música pesada no tema e na execução, feita com o propósito claro de incomodar e despertar a consciência.

A identidade visual do single acompanha esse choque de realidades. A arte da capa une o sagrado ao bélico em um cenário urbano caótico: uma figura icônica segura um rifle, representando o fim da passividade e denunciando que, na realidade da guerra urbana, até os símbolos mais puros acabam manchados.

O “Entretempo”: O Novo Álbum INTERREGNO

O single “Guerra” funciona como a espinha dorsal de um projeto ainda mais ambicioso. A faixa integrará o próximo disco de Drenna, intitulado “INTERREGNO – O Mundo depois da certeza”, que está em fase final de criação e tem lançamento global previsto para o final de 2026.

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Para o leitor que acompanha a discografia da artista, este álbum representa um marco narrativo. Ele vem para fechar uma trilogia conceitual iniciada com o aclamado “Desconectar” (gravado no lendário estúdio Toca do Bandido) e seguida por “Cisne Negro”.

O conceito de “Interregno” define perfeitamente a nossa era: é o estado de transição, o “entretempo” em que as velhas certezas perderam sua força, o colapso é iminente e o futuro ainda está em disputa. Além de “Guerra”, o disco trará faixas como “ALIENS” e “Levante”, abordando temas complexos como alienação, consumo, violência estrutural e crise ambiental de forma poética e sem cair no panfletarismo barato.

A Força da Mulher Periférica no Rock Nacional

Drenna não é uma promessa; ela é uma realidade consolidada que vem quebrando estereótipos há anos. À frente de um power trio de rock (formato cru de guitarra, baixo e bateria), ela representa o empoderamento feminino absoluto no gênero.

Com muita cor nos cabelos, atitude ímpar e a guitarra em punho, a artista rompeu as barreiras geográficas do Complexo do Alemão para ocupar os maiores palcos do país. Sua bagagem é formidável: foi headliner (atração principal) do Palco Favela no Rock In Rio 2022, campeã do Festival Planeta Rock, e já dividiu os holofotes com gigantes como Pitty, Frejat, Detonautas, Kings Of Leon e Paramore.

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Sua reverência à arte audiovisual também abriu portas na grande mídia, com clipes aclamados (como a releitura pesada do clássico “Roda Viva”, de Chico Buarque) rodando em canais como Multishow e Bis, além de participações em programas como “Vida de Rockeira”.

Drenna não busca oferecer respostas prontas para o caos do mundo moderno, mas sim provocar atravessamentos. E com “Guerra”, ela acerta o ouvinte exatamente onde dói mais: na nossa apatia.


🎧 SERVIÇO: OUÇA E APOIE DRENNA

O rock independente e engajado precisa do seu apoio para continuar quebrando barreiras. Reserve um momento do seu dia para ouvir essa obra impactante e acompanhar os próximos passos do power trio.

(Informações via Assessoria de Imprensa – SE Assessoria e Produção).


Redação: Diogo Neves , RocKMetal — Desde 2007, A Voz do Rock e Metal

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Pedro Faissal & o Meiofree mescla rock com tons psicodélicos em novo EP “Intermares”

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A banda paraibana Pedro Faissal & o Meiofree está de volta com seu mais novo EP “INTERMARES”, lançado nesta sexta-feira (16). Mesclando o rock com tons quase psicodélicos, o grupo – fundado em 2007 – adentra um novo momento neste projeto, seu primeiro em cinco anos, e se apresenta para os ouvintes, tanto velhos quanto novos, como uma banda solidificada com muito legado.

Com cinco músicas, sendo quatro delas inéditas e o single “Não Binário”, lançado na semana passada, o novo EP da Pedro Faissal & o Meiofree recebe o nome do bairro que conecta as cidades de João Pessoa e Cabedelo. Carregando esse significado do estar “entre” duas coisas, “INTERMARES” contém a mensagem central de liberdade que a banda traz desde sua formação.

“INTERMARES” conta com as faixas “Não Binário”, “Sim Não”, “Ego”, “Rendido” e “Tudo Que Eu” – composições que refletem desde o cotidiano quanto tópicos mais profundos e políticos. Com seu rock característico, a banda é composta por Pedro Faissal, Kleber Jackson, João Aires, Danilo Pacine e André dos Santos, que também assina a produção musical do novo EP.

Lançado após uma turnê na França e a solidificação dessa formação do grupo, o Meiofree abraça tudo que o representa em “INTERMARES”, abrindo caminho para um novo momento da banda. Nome clássico do cenário paraibano, e de alcance nacional, o grupo reencontra – em “INTERMARES” – aquilo que garante sua perspectiva única.

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Equilibrando-se no “meio livre, meio refém”, como explica o próprio vocalista Pedro Faissal, o novo EP da banda carrega essa realidade: existimos todos entre a liberdade e as coisas que temos que fazer para sobreviver.

“INTERMARES”, homenageando seu nome, também traz em si essa identidade paraibana, da qual a Meiofree se orgulha tanto. Com destaque para o surf, marca registrada de Intermares, o bairro é uma das paixões de Faissal, a banda criou um projeto que representa tudo que os integrantes carregam dentro de si, passando isso agora para os ouvintes.

“INTERMARES” já está disponível em todas as plataformas digitais: https://onerpm.link/188017557527

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