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O novo single do Not For $ale, “The 47th”: um chamado de atenção à beira da democracia

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Com sua faixa de estreia, “The Pretender”, o Not For $ale fez uma entrada contundente no cenário do rock político — nomeando nomes, confrontando o poder e desafiando os ouvintes a questionarem o rumo da democracia. Agora, o projeto retorna com “The 47th”, uma declaração mais afiada e profunda que evolui da pura indignação para uma crítica intensa e comovente aos sistemas que permitem o avanço do autoritarismo.

Neste novo single, o Not For $ale analisa a cultura da desinformação, a política do espetáculo e a erosão institucional, alertando para um ponto de inflexão em que a democracia corre o risco de se desviar para algo muito mais sombrio. É uma canção construída sobre a urgência e a resistência, impregnada de energia bruta e uma inquietação profunda sobre o caminho a seguir.

Falando sobre as origens da faixa, a artista relembra um momento de profunda desorientação: “A canção nasceu de um vertigem interior. Fiquei atônita diante daquela decisão política — um absurdo brutal que me deixou paralisada. Sem palavras, sem rumo. O silêncio tomou conta de mim, não por calma, mas por choque. Depois de alguns dias de negação, escrever tornou-se uma necessidade. Aos poucos recuperei minha voz — mais aguda, mais cortante, refletindo minha incompreensão. Mais tarde veio a raiva, e com ela, a urgência de agir. O tom da música reflete essa tensão: não busca acalmar, mas despertar.”

À medida que a realidade se impunha, aquele silêncio inicial transformou-se em um desafio artístico. A artista descreve “The 47th” como uma resposta direta à crescente normalização do abuso de poder: “Com o passar dos dias, os absurdos ficaram evidentes. Cada declaração, cada gesto parecia parte de uma encenação, onde a verdade havia se tornado um suporte maleável. Essa obra denuncia a autocracia e a concentração de poder nas mãos de um homem com um ego desmedido. Não se trata de uma discordância política, mas de um colapso estrutural — uma guinada para a verticalidade autoritária, onde a palavra se torna lei. Os pesos e contrapesos estão se erodindo, e a narrativa oficial se transforma em uma trama imposta. Nesse contexto, ‘The 47th’ atua como um contragolpe: rejeita a encenação, rejeita o conforto do silêncio. Questiona, perturba, expõe. Não é uma música que tenta persuadir, mas despertar as pessoas. É um lembrete de que a arte ainda pode ser um espaço de resistência, um lugar para a clareza.”

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Essa sensação de urgência se reflete na arquitetura sonora da faixa. Musicalmente, a canção começa de forma crua e sem filtros — tanto para marcar o choque quanto para sacudir aqueles que se deixam levar, ou melhor, enganar, por discursos de tom patriótico. Discursos que, sob um verniz unificador, revelam uma máquina de controle, uma retórica de dominação. O som é direto, implacável, como um golpe na fachada — sem prelúdio, sem consolo, apenas uma abertura que diz claramente: “Acordem.”

Cada elemento de “The 47th” reflete essa tensão interna: o diálogo entre instinto e estrutura, emoção e controle. Como em todas as faixas do Not For $ale, a artista compôs e gravou todos os instrumentos sozinha. Para “The 47th”, guitarra e voz se fundem em uma troca constante — nem se guiando nem se seguindo, mas respondendo, provocando e impulsionando uma à outra. Esse diálogo instintivo moldou a tensão da música e lhe deu coerência emocional. A bateria definiu a forma da canção; através dela surgiram as pausas, as suspensões e as fraturas rítmicas, guiando a energia e os pontos de tensão. Em seguida, o baixo entrou para ancorar o caráter e o impulso da peça, trazendo peso e movimento.

No entanto, “The 47th” também marca uma mudança crucial no processo criativo do Not For $ale: uma abertura após anos de total independência.

“O que mudou com ‘The 47th’ foi a atenção dada à mixagem e masterização. Para essa etapa, recorri à colaboração externa — algo inédito no meu processo. Até então, eu moldava tudo sozinha, do primeiro acorde até o render final. Desta vez, decidi me abrir, cercar-me de outros para refinar o material sonoro, para aprofundar a precisão e a coerência. E isso é perceptível: o resultado final se distingue de tudo o que fiz antes. O som é mais assertivo, com mais camadas; cada elemento encontra seu lugar com clareza e tensão. É um caminho que pretendo seguir nos próximos lançamentos.”

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Com “The 47th”, o Not For $ale amplia sua missão: vai além do protesto para a confrontação — e além do ruído, em direção ao significado. A faixa é tanto um alerta quanto um despertar: a arte, quando permanece firme, ainda atravessa a névoa.

“The 47th”: https://open.spotify.com/intl-pt/album/0fySDSgo64ub8FLKY4TiOq

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LEELEE Lança EP “Despertar”: Um Grito de Autoafirmação e Punk Rock Recifense

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O EP “Despertar”, da banda recifense LEELEE, amplia sua circulação em território nacional ao reunir singles já lançados e duas músicas inéditas. O trabalho consolida a narrativa de um projeto que simboliza o despertar da mulher para sua auto aceitação, libertação de crenças limitantes e a quebra de padrões para seguir seus sonhos e buscar sua felicidade com plenitude.

O projeto contribui para o fortalecimento da cena autoral nordestina e para o protagonismo feminino no rock, reforçando a ocupação das mulheres em todos os espaços de realização. Com o lema “antes tarde”, LEELEE incentiva que nunca é tarde para começar algo novo, em um grito contra o etarismo, tema sobre o qual a artista possui propriedade para influenciar diretamente um movimento positivo de conquista e vivência.

LEELEE é um projeto autoral recifense de punk rock que nasce do encontro entre vivência, território e urgência criativa. Liderado por uma mulher de 40 anos, o projeto surge como um gesto de afirmação potente em um cenário historicamente atravessado por silenciamentos, unindo o peso do punk rock à sensibilidade de quem carrega memória e desejo de transformação.

Musicalmente, a sonoridade dialoga com o punk rock, pop punk, ska e surf music, com ecos de grunge e atitude hardcore. As canções partem de experiências íntimas e coletivas, abordando temas como liberdade, autoconhecimento, coragem e reconstrução pessoal, criando identificação com mulheres e pessoas que foram levadas a adiar seus sonhos.

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LEELEE recebeu sua primeira indicação a um prêmio nacional com o single “Inconstante”, listado na categoria de Melhor Música Nacional Contemporânea. Representando Recife e a cena independente pernambucana, a artista se posiciona como uma das poucas vozes do Nordeste a alcançar tal reconhecimento, reafirmando a relevância da música independente e da presença feminina no rock.

Despertar:

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IX of Blades Lança Álbum Conceitual de Post-Black Metal “Way of The Midnight Wave”

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IX of Blades, a criação do aclamado autor de horror Curtis M. Lawson, está pronto para lançar seu primeiro álbum completo, “Way of The Midnight Wave”. Este ambicioso álbum conceitual, profundamente inspirado em ciclos de mitos culturais e obras filosóficas como Assim Falou Zaratustra de Friedrich Nietzsche, promete uma jornada profunda através da iluminação, conflito e autodescoberta.

“Way of The Midnight Wave” narra a épica história de Ri Elotha, um herói miltoniano, enquanto ele navega por um caminho de crescimento pessoal, confronta forças tirânicas e, em última instância, enfrenta sua morte. Lawson, renomado na cena do horror independente por seus romances e contos cativantes, combina perfeitamente sua destreza literária com sua visão musical, criando uma narrativa tão intrincada quanto impactante.

O som do álbum é uma fusão única de heavy metal clássico, black metal, doom, post-punk e neo-crust, entregando uma experiência sonora coesa e distintiva. Apesar de sua produção de alto nível, o álbum mantém uma sensibilidade old-school, garantindo uma entrega crua e poderosa. Gravado e produzido no Seraphim Studios por Robb Kavjian (conhecido por seu trabalho com 1476 e Monastery), Kavjian também contribuiu como baterista e baixista de sessão para o projeto.

Sobre IX of Blades: Fundado em 2023, IX of Blades começou como o projeto de um homem só do escritor de horror Curtis M. Lawson (autor de Black Heart Boys’ Choir e Devil’s Night). Após dois EPs e vários singles, o projeto evoluiu para uma formidável banda ao vivo, apresentando ex-membros e membros atuais de The Innsmouth Look e 1476. Evitando uma abordagem ortodoxa ao black metal, IX of Blades mescla vários elementos da música pesada com uma atitude punk rock e o lirismo poético, porém cru, que é uma marca registrada da ficção e poesia de Lawson. A formação ao vivo, estabelecida em 2026, inclui Philip George (The Innsmouth Look) no baixo e Cory Flintoff (ex-membro ao vivo de 1476) na guitarra.

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“Way of The Midnight Wave”: https://ixofblades.bandcamp.com/…/way-of-the-midnight-wave

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Lançamento

Mad Sneaks reacende o grunge para uma nova geração e transforma nostalgia em movimento cultural

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Algo está mudando no comportamento de quem consome música. Depois de anos dominados por algoritmos, playlists descartáveis e produções excessivamente polidas, uma nova geração começa a buscar exatamente o oposto: som cru, identidade real e experiências que pareçam humanas novamente. E é nesse movimento que o grunge volta a ganhar força.Bandas como Nirvana voltam a circular entre jovens ouvintes que cresceram em um ambiente totalmente digital, mas agora demonstram interesse por uma estética mais visceral, imperfeita e autêntica. O que antes era apenas nostalgia para uma geração mais velha começa a se transformar em descoberta para um novo público.

No Brasil, um nome vem aparecendo de forma recorrente dentro dessa movimentação: Mad Sneaks. O power trio formado por Agno Dissan na voz e guitarra, Amaury Johns na bateria e Phill Andreas no baixo surge como uma das bandas que vêm reacendendo o interesse pelo rock noventista sem recorrer à caricatura ou à tentativa de modernização forçada do gênero. Em vez de suavizar o peso ou adaptar sua identidade às tendências atuais, a banda chama atenção justamente por seguir na direção contrária.

O lançamento de “Incognito” marca esse momento. O disco é uma releitura em inglês do álbum “Incógnita”, lançado originalmente em 2012 e masterizado por Jack Endino, produtor diretamente ligado à construção do som grunge em Seattle e conhecido por trabalhos históricos com bandas fundamentais do movimento.

Mais de uma década depois, a Mad Sneaks reapresenta esse material com novos arranjos, mais peso e uma abordagem estética alinhada ao comportamento dessa nova geração que passa a enxergar no grunge não apenas um gênero musical, mas uma resposta ao excesso de artificialidade da era digital. A conexão da banda com a essência do rock alternativo também aparece em “Dead Killer”, faixa que traz a participação de Page Hamilton, referência internacional do metal alternativo e líder do Helmet. A colaboração amplia o alcance do projeto e reforça a legitimidade da Mad Sneaks dentro dessa linhagem musical.

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Mas o que mais vem chamando atenção em torno de “Incognito” talvez seja a forma como o álbum foi lançado. Em um mercado completamente dependente das plataformas de streaming, a Mad Sneaks decidiu não disponibilizar o disco no Spotify ou em serviços tradicionais. O acesso digital acontece exclusivamente pelo Bandcamp, enquanto a versão física chega em CD com tiragem extremamente limitada e fora dos modelos convencionais de distribuição. A decisão rompe com a lógica dominante do consumo rápido e transforma o álbum em uma experiência de pertencimento.

“Nosso foco nunca foi o lucro acima de tudo. Em um cenário cada vez mais volátil e descartável, preferimos construir uma base orgânica de ouvintes que realmente entendam nossa música, em vez de números inflados e sem vida”, afirma Agno Dissan.

A estratégia vem gerando curiosidade, engajamento e uma percepção de exclusividade rara na música atual. Para parte do público, ouvir “Incognito” deixou de ser apenas consumo e passou a representar participação em algo que não está acessível para todos. Esse comportamento ajuda a explicar o crescimento orgânico do interesse em torno da Mad Sneaks, especialmente entre jovens ouvintes que buscam experiências musicais mais autênticas e menos mediadas por algoritmos.

“Incognito”: https://madsneaks.bandcamp.com/album/incognito

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