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Kingdom Stone


Fundada em 2012 pelo vocalista Snake e o guitarrista Mr. Gabriel, a KS passou por várias fases desde então. Tendo inicialmente se dedicado ao projeto cover da banda britanico-americana Whitesnake e posteriormente ampliando seu leque de atuação com o projeto cover de Guns and Roses, enquanto paralelamente se dedicavam a composições autorais, como a música “When I Close My Eyes” e conseguindo com esse árduo trabalho a marca de mais de 40 apresentações em diversas cidades de São Paulo e Minas Gerais no ano de 2016, sempre com excelente receptividade do público.
Devido a diferenças pessoais entre membros e desacordo sobre o destino da banda dali para frente, houve a  separação, restando apenas os 2 membros fundadores, que por sua vez optaram por um período de hiato, usado para reflexão e reestruturação do projeto inicial.
Em Junho de 2018, o jovem Gabriel Frasato (Mr. Bug) se junta à equipe da Kingdom Stone, trazendo na bagagem quase 10 anos de experiência musical, dedicação, criatividade e a forte influência de nomes como Joe Satriani, Synyster Gates e Slash, agregando muito à banda e trazendo o fôlego que faltava para a retomada dessa nova e atual fase.
Hoje a Kingdom Stone tras em seu “arsenal” o melhor do rock nacional e internacional em versões acústicas e elétricas, um tributo à famosa banda (a gente coloca quando decidir) e várias músicas

Entrevista com a banda Kingdom Stone.

Entrevista com o Snake Vocalista da banda, Banda fundada em 2012. KS passou por várias fases desde então. Tendo inicialmente se dedicado ao projeto cover da banda britanico-americana Whitesnake e posteriormente ampliando seu   leque de atuação com o projeto cover de Guns and Roses, enquanto paralelamente se dedicavam a composições 
autorais, como a música “When I Close My Eyes” e conseguindo com esse árduo trabalho a marca de mais de 40 apresentações em diversas cidades de São Paulo e Minas Gerais no ano de 2016, sempre com excelente receptividade do público. Leia abaixo a entrevista.
 
Rádio RocKMetal - Como Foi a ideia de Formar a banda?

Snake - NECESSIDADE. Pode parecer estranho, mas essa palavra define bem tudo que está por tras da formação da Kingdom Stone. Formar a banda veio da nossa necessidade de estar nos palcos, de ter contato com esse universo, com o público, o mercado, enfim. Vem também da nossa necessidade de nos expressarmos, de dizer aquilo que sentimos, pensamos e acreditamos, da forma que só atravéz da música, e mais especificamente do rock é possível. A necessidade de gritar e defender nossas ideias e de lutar contra aquilo que nos incomoda, nos revolta. A necessidade de “fazer a nossa parte”, pois acreditamos fortemente que todo artista tem uma imensa responsabilidade social, visto que somos, em maior ou menor grau, formadores de opinião. Necessidade de sentir toda aquela vibração, toda a energia, toda a loucura e a adrenalina que a gente só encontraria na estrada, com uma banda, com o rock enfim.

Rádio RocKMetal - Influencias principais para gravação de músicas autorais.

Snake - É difícil organizar as influências quando se trabalha em grupo e principalmente por conta da disparidade de idade. Enquanto eu tenho uma raiz muito forte no hard e no classic, o Gabriel e o Bug tem uma veia muito mais atual e tudo que a gente ouve ou ouviu acaba sendo uma influência de maior ou menor peso. Então para nos orientarmos e definir de forma sólida as influências do nosso trabalho autoral a gente identificou e focou no que temos de comum em nossos gostos, o Classic, o Hard Rock e o Grunge e é daí que vem nossa influência.
Se formos falar na questão de BANDAS, algumas influências bem fortes que podemos citar é Whitesnake, Guns n Roses, Poison, Black Sabbath, Ozzy, Pearl Jam e Stone Temple Pilots.

Rádio RocKMetal - Como Surgiu o nome da banda. 

Snake - Desde a fundação da banda, sempre foi uma forte preocupação a escolha do nome. Sabíamos que precisava ser algo que além de marcante e de fácil fixação, representasse nosso som, nossas influências e em um primeiro momento, bem no começo a gente escolheu o nome Black Stone, antes de nos chamarmos Kingdom Stone como hoje. A gente fez um brainstorm, cada um sugeriu uma porrada de nomes e por fim decidimos por votação. Um pouco mais de 1 ano depois percebemos que precisaríamos trocar de nome por várias razões, mas principalmente por existirem várias bandas ativas e já extintas que usam ou usaram esse nome, fora a já consagrada Black Stone Cherry e não achamos interessante a confusão que isso poderia gerar no longo prazo. Daí mais uma vez, braimstorm, votação e escolha. O nome Kingdom Stone para nós parece evocar a lembrança e a presença de bandas e sensações ligadas ao nosso estilo musical. Fora que é bonito pra caramba.

Rádio RocKMetal - Planos de Músicas Autorais para fechar o Primeiro EP.

Snake
- Nós gravamos uma single a um pouco mais de 2 anos atras, a When I Close My Eyes que inclusive é a nossa música que vocês tocam na rádio. Essa música foi lançada também em uma coletânea de divulgação internacional, a Imperative Music vol. 8 e inaugurou nosso canal no Reverbnation e afins. Por outro lado a gravação dessa música também marcou uma série de desencontros internamente na banda, que culminaram no período de “hiato” do qual estamos voltando recentemente. Por isso tudo, volta só agora também o projeto de gravação de um EP mais completo. No momento nós temos cerca de 5 músicas em fase de composição e 2 em fase de finalização. Produção e gravação, notícias sobre nos próximos meses.

Rádio RocKMetal - Como foi gravar a primeira Música

Snake - Cara, foi um turbilhão de tudo quanto é emoção que você pode imaginar. A gente estava na estrada a todo vapor, com show toda semana e daí surgiu a oportunidade de fazer parte da coletânea de divulgação que falei ainda a pouco, a Imperative Music Vol.8. A gente já tinha a música pronta, mas faltava toda rotina de produção, gravação, etc. Prazo de entrega correndo e a gente se virando em 20 pra dar conta da coisa toda.
Mesmo já fazendo parte de bandas a bastante tempo já, para mim (Snake) também foi a primeira vez em um estúdio gravando um trabalho próprio como manda o figurino sabe? Então era um mundo novo total, uma baita de uma insegurança, empolgação, ideias de arranjos por parte de todo mundo. Enfim, foi um baita de um caos e demos um trabalhão lascado pro produtor, que aliás, foi ótimo.
A coisa toda foi tão frenética e acho que traumática para alguns membros que, ainda durante as gravações, nosso baixista abandonou o barco e quem acabou gravando o baixo para nós foi o produtor. Por sorte ele já tinha gravado os backing vocal's, o que salvou a pátria, sem dúvida.
Mas no fim, prazo cumprido, música entregue, todo mundo vivo e com uma baita de uma história para contar.

Rádio RocKMetal - Formação da banda.

Snake - Atualmente a banda conta com 3 membros, mas esse número tende a aumentar em breve.
Snake – Vocal's – O veterano da banda. Começou a cantar em bandas no fim da década de 90 e já passou por inúmeras bandas antes da Kingdom Stone. Suas influências estão principalmente no hard rock e no classic rock, Axl Rose, Ozzy Osborn, Eddie Veder encabeçam a lista de principais influências. Por uma série de fatores, nunca teve oportunidade de se dedicar à uma formação musical mais formal, o que mudou atualmente.
Gabriel – Guitar – Fundador da banda ao lado de Snake quando tinha apenas 16 anos. Faz aulas de guitarra e estuda por conta desde os 14 anos. Tem como fontes de inspiração Guns n Roses, Kiss, Deff Leppard, Ozzy, entre outros.
Gabriel “Bug” – Guitar - Começou sua jornada na musica aos 8 anos, por influência de seus pais, tocando bateria no Projeto Guri, onde, mais a frente descobrio o violão. Começou seus estudos aos 10 anos, tambem no Projeto Guri, ate aos 16 anos. Hoje estuda no Conservatorio Etelvina Ramos Vianna em Rio Preto, onde faz aulas de violao popular. Tem como principais influencias, tanto no violao quanto na guitarra, de: Synyster Gates, Slash, joe satriani.

Rádio RocKMetal - Por que a troca do logo da banda.

Snake - O logo atual é na verdade nosso terceiro. A primeira troca obviamente foi por conta da mudança de nome da banda, já a segunda mudança para a versão atual tem uma questão bem estratégica por trás.
A gente tem plena consciência de que o logo da banda não é simplesmente um símbolo bonitinho, tem que ser a síntese de tudo que a banda quer e pode passar no menos espaço possível. Tem que ser simples, mas marcante, fácil de memorizar e na medida do possível ter relação com o significado, como nome mesmo da banda. E o logo anterior era apenas bonito, não era marcante o bastante para fixar e carregar apenas as iniciais da banda era muito pouco para liga-lo à gente. Um belo dia a cerca de 1 mês atrás ou um pouco mais, nós tivemos a ideia de adotar um mascote para banda, inspirados pela figura do Eddie do Iron Maiden. Um bom mascote, além de ficar super bacana em capas, bandeira, etc, ainda fixa a identidade da banda à marca dela de forma muito mais efetiva. Daí pensamos durante um tempo em alguma figura que pudesse ser adotada, algo que ninguém tivesse usado ainda. Então pensamos no nosso nome, Kingdom Stone (Reino de Pedra), o que melhor representaria um reino feito de pedras do que a figura mitológica da Medusa, que a todos trabsformava em pedra com um simples olhar, de acordo com a mitologia grega? Bingo!!!
Daí então a colocação dela no logo foi questão de tentativa e erro, testes e mudanças, até chegar no resultado atual. Mas a Medusa não é apenas parte da nossa logo, ela é nossa mascote e certamente vocês verão ela com muita frequência e em vários lugares.

Rádio RocKMetal - Como é a sena musical na sua cidade natal e dificuldades.

Snake - É complicado responder essa. Musicalmente como um todo, acredito que a região não vá assim tão mal, já se passarmos a falar de rock n roll em si, daí a história é outra.
Qualquer movimento musical de moda ou de massas sempre tem um espaço exagerado em todos os meios de comunicação e em todos os lugares do Brasil, já os estilos que não estão em seu momento de ápice sofrem um bocado para conseguir espaço, reconhecimento, etc. E isso não é exclusividade do rock, mas de qualquer movimento considerado “underground”, posso citar aí o RAP e o Hip-Hop só de saída.
Mas, levando em conta esse cenário que é nacional, a região está bem melhor que a maioria que conhecemos ou temos contato. Temos o Planeta Rock que é um baita de um festival, iniciativas de tempos em tempos como o “Grito Rock”, uma boa quantidade de bandas ótimas se virando como dá e muito bem até, um bom punhado de casas noturnas. Enfim, muito longe do ideal mas muito bem se comparado ao quadro geral.
Sobre as dificuldades, é difícil pra gente falar sobre isso, a gente tem mais de 100 shows no currículo e não mais do que 10 aqui na região, a gente sempre tentou expandir ao máximo e já esbarramos por várias vezes em algumas barreiras daqui da região, uma resistência bem forte a qualquer banda que não seja já do circuito, o que dificulta bastante. Na época, a gente decidiu não brigar muito para romper essa barreira e preferiu expandir e buscar outras cenas. Agora com a nossa retomada, ainda é cedo pra dizer.

Rádio RocKMetal - Por que a banda preferiu fazer as musica autorais em inglês e não em Rock/metal nacional ? 

Snake - É uma questão de projeto de longo prazo mesmo, de objetivo. A língua portuguesa é maravilhosa, rica e linda e o rock nacional cantado em português não perde em nada para o mercado internacional, no entanto, a gente não pode falar o mesmo quanto ao mercado musical no país. O espaço para o rock é diminuto se comparado aos outros estilos e estilos undergrounds aqui no país são literalmente marginalizados e explorado, exceto se tiver uma sorte gigantesca ou aceitar se moldar e abrir mão de parte de sua identidade para agradar ao mercado mainstream. Não vamos apostar na sorte e muito menos abrir mão do que acreditamos, isso por si só já desencoraja a produção de músicas em português. Fora isso, o mercado internacional é gigantesco e as oportunidades muito mais numerosas. Outro fator é que o mercado brasileiro assimila muito bem o que vem de fora, já o contrário não funciona, a menos que você cante em inglês. Por último, e mais importante do que todo resto, o inglês é uma língua universal e nós queremos que nossa mensagem, nossa música, seja recebida e entendida pelo maior número de pessoas possível, isso inevitavelmente leva à escolha do inglês como idioma de composições.

Rádio RocKMetal - Maior dificuldade que a banda passa ou já passou.

Snake - São 6 anos de estrada, mais de 1 centena de shows, mais de 30 cidades. Se fosse contar os apuros e dificuldades que a gente já passou, ficaríamos aqui a semana toda contando e algo passaria batido ainda (risos).
Mas pensando de uma maneira geral, mais estrutural. Creio que a maior dificuldade que já passamos é no que se refere à formação da banda mesmo, aos membros. Dos fundadores da banda, permanecem 2, Gabriel e Snake, e nesses 6 anos, já passaram LITERALMENTE mais de 2 dezenas de músicos pela nossa formação. Isso acontece por inúmeros motivos, mas o principal a gente crê que seja “objetivo”. Nós temos um projeto grande e bastante ambicioso e, independente disso, levar a música como profissão exige dedicação, foco, tempo e sacrifício e é difícil, por vários motivos, conseguir priorizar o trabalho musical e muito fácil colocar qualquer outra coisa na frente. Não que isso seja errado, cada um tem sua vida e consequentemente as suas prioridades, seus sonhos. Exatamente por isso, encontrar músicos engajados e determinados a levar esse projeto até as últimas consequências sempre foi e ainda é a maior dificuldade que encontramos. Não é à toa que retomamos o nosso projeto como um trio, ainda buscando membros para uma “formação cheia” e trabalhando com músicos free lancer até lá.

Rádio RocKMetal - Planos e novidades finais.

Snake - Daqui até o final do mês, nós estamos concentrados em finalizar nosso repertório de cover de grunge-classic-hard, que já está em fase final. Assim que terminarmos, pretendemos voltar a nos apresentar e iniciar o próximo projeto que é um tributo a Black Sabbath e Ozzy, que deve estar pronto até o fim do ano.
Paralelo ao trabalho cover/tributo, estamos compondo bastante, então em breve traremos novidades sobre nosso trabalho autoral. Nossos canais e redes sociais já estão ativos e trazendo novidades constantes. No youtube a gente lança um vídeo novo toda semana e pretendemos em breve aumentar essa frequência.

Rádio RocKMetal - Qual é a importância da internet para as bandas autorais de hoje em dia.

Snake -
A internet hoje é a espinha dorçal do mercado musical, tanto para bandas autorais quanto para bandas que tocam covers e versões também.
Quando eu (Snake) começei na música, lá no final da década de 90, a gente se reunia na garagem, gravava nosso som em fita K7 em algum gravador caseiro e saia correndo feito loucos em tudo quanto é lugar entregando cópias dessas fitas e enchendo a paciência de donos de casa para ter uma oportunidade de tocar. Quanto ao mercado autoral, se já era difícil achar onde tocar, imagina passar toda a carreira torcendo para que algum olheiro te visse e gostasse do seu trabalho para, talvez, conseguir lançar alguma coisa. Essa era a realidade até a chegada da internet, uma total e completa dependência de um verdadeiro cartel na música, ou a gente chegava ao público por meio desses “atravessadores” ou não chegava, simples assim.
Hoje, com a internet, a indústria perdeu o controle e o monopólio. O artista não precisa mais de atravessador algum para chegar ao seu público, só precisa de um computador ou celular e acesso à internet para isso. É claro que trocou-se um tipo de dificuldade por outro, pois se antes não havia oportunidade, hoje existe um verdadeiro mar de opções inundando a internet e disputando à tapa a atenção do público, mas agora depende muito mais de você do que de qualquer outra coisa. O músico se tornou livre, mas essa liberdade cobrou o preço de fazer com que ser músico não baste mais, hoje o músico tem que ser um pouco empreendedor, um pouco designer, um pouco empresário, um pouco tecnico de som, um pouco relações públicas, enfim.
A internet é a melhor coisa que poderia ter acontecido para as bandas, mas é uma ferramenta, e como tal, se você não aprender a usa-la, não vai servir pra nada.

Rádio RocKMetal - Agradecimentos.

Snake - Gostaríamos de agradecer a oportunidade dessa entrevista, às pessoas que tem acompanhado nosso trabalho e a todas as pessoas que estão por detras da banda, apoiando e ajudando de uma forma ou outra e que são vitais para que a gente continue firme e forte, família, amigos, parceiros.
E por fim, convidar a todos para conhecer nosso site, nossa página no face e nosso canal no youtube, temos certeza que vocês vão curtir, tem sempre novidade por lá.

Diogo Hellan Cardoso Neves
Rádio RocKMetal.